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Espanhóis se queixam da burocracia no País

Presidente da Gás Natural cobra marco regularório de Lula

O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2018 | 00h00

Enquanto tenta atrair, na Espanha, mais empresários para financiar o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), o governo brasileiro tem que lidar com seus próprios problemas de burocracia e de marcos regulatórios. A cobrança vem de dentro do próprio governo e, também, foi feita de forma discreta por um dos empresários presentes ontem ao encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio de Moncloa, sede do governo espanhol.''''Vamos tentar continuar investindo no Brasil no que possamos e no que nos permitir o marco regulatório, que estamos esperando'''', disse o presidente da Gás Natural SDG, Salvador Gabarró, no encontro com Lula.''''Uma coisa que inibe é a burocracia. Nós temos uma burocracia muito pesada, que atrapalha'''', reconhece o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. ''''O estrangeiro não entende com clareza porque um País que precisa de investimento tem tanta burocracia que dificulta, por exemplo, o estabelecimento de uma empresa. Precisamos trabalhar muito nisso.''''A avaliação de vários empresários e também de membros do governo é que o Brasil pode até mesmo crescer com a atual crise do mercado financeiro, oferecendo investimentos em infra-estrutura que tragam ganhos reais. Mas, para isso, tem de atacar a burocracia.Apesar do reconhecimento do seu próprio ministro e do tema recorrente entre investidores no País, Lula negou haver mais problemas para investidores entrarem no Brasil do que em outros Países.''''Os investimentos diretos no Brasil nesses últimos 7 meses foram da ordem de US$ 33 bilhões. É uma soma invejável. Ao mesmo tempo, a quantidade de empresas que entra no Brasil demonstra que o País tem, possivelmente, as mesmas exigências que tenha qualquer País'''', afirmou.

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