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Especialista defende selo verde para novas obras

Medidas exigidas para obter a certificação de prédio sustentável trazem benefícios como economia de água e luz

O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2015 | 13h02

A engenheira Virginia Sodré, da Infinitytech, defende mudança no perfil das edificações para gastar menos água e luz. Um caminho, segundo ela, é obter certificações de construção sustentável como Aqua-Hqe e Green Building, além do Procel Edifica, programa do governo de eficiência energética. “O cenário crítico demonstra necessidade urgente de maior preocupação com a água”, disse.

De acordo com o Green Building Council (GBC) Brasil, estudos feitos nos Estados Unidos mostram que empreendimentos certificados economizam até 30% de energia e reduzem até 50% o consumo de água.

A Even, número 1 no ranking das incorporadoras no Top Imobiliário, já vende prédios verdes “com mensuração de vantagens para o consumidor”, afirma o vice-presidente de Operações, João Azevedo, apostando no diferencial do seu produto, com selo Aqua-Hqe, da Fundação Vanzolini.

A crise da água, segundo ele, colocou a sustentabilidade em evidência. “Desde 2012, nossos residenciais são certificados pelo Aqua”, afirma. 

Azevedo não diz quanto uma obra certificada sai mais cara que a convencional - “tem sobrecusto, mas é pequeno” -, mas destaca o retorno em termos de imagem: “Ser uma empresa sustentável agrega confiança, favorece a marca.”

A empresa pensa em qualificar o uso operacional porque o apartamento sustentável só cumpre sua função se o uso for consciente. Um bom exemplo, na opinião de Azevedo, é o chuveiro. “Não dá para usar aqueles panelões gigantes com enorme vazão de água”, afirma.

Durante o seminário de sistemas prediais, organizado pelo Sinduscon, o diretor técnico da Tecnisa, Fabio Villas-Bôas, defendeu os retentores de vazão, peça que gera economia ao ser acoplada na ducha. “Nove litros por minuto é mais do que suficiente, mas tivemos de criar um dispositivo com a Deca, para que isso fosse feito direto no tubo”, conta Villas-Bôas. “Quando é aplicado na interface do chuveiro, o cliente arranca.”

Virginia Sodré apresentou no evento dados do Programa de Pesquisa em Saneamento Básico (Prosab) que apontam o chuveiro como maior gastão em edifícios residenciais, com 37% do total, seguido pela bacia sanitária (22%), pia da cozinha (18%) e lavadora de roupa (9%).

Villas-Bôas também falou dos sistemas de economia de energia, citando o Procel Edifica. “Infelizmente, 91% dos prédios certificados no Brasil são da Tecnisa”, disse, observando que sua empresa não tem muitos prédios. “Quase ninguém está fazendo. Não é mérito nosso. É demérito do mercado, que não comprou o programa.”

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