Especialistas sugerem Bradespar

Investidores que têm interesse em alocar parte de seu capital no mercado acionário ou pretendem fazer um remanejamento de papéis devem começar a avaliar com mais atenção as ações PN - preferenciais, sem direito a voto - da Bradespar, holding ligada ao Bradesco que reúne participações societárias em cinco empresas. São elas: Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a maior siderúrgica da América Latina; Globo Cabo, que tem como atividade principal a transmissão de dados abrangendo as áreas de TV, Internet e TV por assinatura; Scopus, empresa dedicada ao setor de tecnologia; Vale do Rio Doce, a segunda maior mineradora de ferro do mundo; e VBC Energia, empresa focada na área de energia elétrica.Alguns analistas estão projetando uma valorização interessante para os papéis da holding. Depois que eles passaram a integrar o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), em 10 de agosto, criou-se uma expectativa positiva em relação a seu desempenho. O lote de mil ações que inicialmente foi cotado pelo seu valor patrimonial, de R$ 0,91, atingiu na sexta-feira cotação de R$ 1,25. Com base em análises feitas por algumas corretoras, o papel apresenta perspectiva de valorização.O preço-alvo do lote estimado por alguns analistas para os próximos 12 meses está em torno de R$ 1,50. Isso significa que, durante o período, o investidor poderá obter um ganho de 20%, considerando o fechamento da sexta-feira. Para Jorge Simino, diretor de Renda Variável da Unibanco Asset Management (UAM), a atratividade do papel surgiu porque, para todas as empresas subsidiárias da Bradespar, existe um grande campo para crescimento e, além disso, a holding está ligada a um grande banco privado brasileiro, o Bradesco.Leilão Uma oportunidade para quem quiser comprar o papel da Bradespar é o leilão de venda das ações que vai acontecer na Bovespa quarta-feira. Nesse leilão, o Bradesco vai ofertar ações da holding recompradas de acionistas da instituição, que provavelmente serão vendidas por um valor abaixo do de negociação no mercado. "O preço mínimo de venda no leilão é R$ 0,91, mas a expectativa é que a oferta seja de aproximadamente R$ 1,10", diz o gerente de Finanças da Socopa, Gregório Mancebo.O leilão ocorrerá porque, como a Bradespar foi criada após a cisão do Bradesco e cada acionista da instituição teve direito de receber a mesma proporção de ações, o banco garantiu a recompra do papel dos participantes que não têm interesse em participar da nova holding. Além disso, o aumento da oferta também poderá ocorrer por causa da atuação de investidores estrangeiros. Como as ações não foram transformadas em ADRs (recibos com lastro em ações negociados no exterior), o investidor que recebeu o papel da Bradespar não pode negociá-lo na Bolsa de Nova York e por isso quer vendê-lo.Especialistas acreditam que existe a possibilidade de a Bradespar vender sua participação na CSN e aumentar a que tem na Vale do Rio Doce. De qualquer forma, segundo o analista de Investimento da Souza Barros Corretora, Ricardo Tadeu Martins, todas as empresas nas quais possui participação são destaques nos seus setores.

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