Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 10/4/2019
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 10/4/2019

Esperamos que votação do relatório da Previdência ocorra na quinta-feira, diz Marinho

Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, o relator Samuel Moreira deverá apresentar um novo texto, com ajustes, que poderá aumentar a projeção de economia com a reforma

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2019 | 17h35

BRASÍLIA - O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse nesta segunda-feira, 24, estar confiante que o relatório da reforma da Previdência será votado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados na próxima quinta-feira, 27. Segundo ele, é possível que a reforma seja votada no plenário da Câmara já na próxima semana, antes do recesso parlamentar.

"O relator Samuel Moreira (PSDB-SP) tem feito seu trabalho ouvindo os líderes e mantendo contato conosco. Dezesseis partidos já apoiaram o relatório, o que é um mérito. Esperamos ter ampla maioria na comissão", afirmou Marinho ao chegar para uma palestra sobre a reforma a operários da construção civil em um canteiro de obras em Brasília.

Segundo Marinho, o governo deve conseguir uma economia maior no novo texto que Moreira deverá apresentar para a votação na comissão. O relatório apresentado por Moreira prevê economia de R$ 913 bilhões em 10 anos, abaixo do R$ 1,2 trilhão da proposta original do governo. "Queremos o máximo possível de economia para termos impacto fiscal suficiente, mas também queremos justiça social no relatório", acrescentou Marinho.

O secretário voltou a dizer que a vontade do governo é que Estados e municípios entrem na reforma por meio de uma emenda aglutinativa, que poderá ser apresentada na Comissão Especial ou no plenário. "Mas isso depende de os governadores do Nordeste apresentarem votos (para aprovar a Previdência)", completou.

O organizador da palestra, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, afirmou que a proposta do evento é desmistificar a reforma para os trabalhadores. "Queremos mostrar que, se o governo gastar demais com aposentadorias, não vai sobrar dinheiro para fazer obras. O Brasil não vai conseguir voltar a crescer sem a reforma", avaliou o executivo, diante de uma plateia com cerca de 200 de trabalhadores da construção.

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