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"Esperamos uma conseqüência prática do que foi dito em palavras", diz Rondeau

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse nesta sexta-feira que o governo aguarda uma conseqüência prática do que foi declarado na quinta pelo governo boliviano ao suspender por tempo indeterminado o decreto que expropriou as refinarias da Petrobras. "Esperamos uma conseqüência prática do que foi dito em palavras", disse.Segundo ele, essa confirmação prática pode se dar por meio de um ato legal do governo boliviano ou por meio de uma declaração pública do presidente Evo Morales.O ministro disse que a decisão do governo boliviano de suspender a resolução que nacionalizou as refinarias da Petrobras "foi um gesto de boa vontade" do governo boliviano. "Temos de reconhecer que houve um gesto de boa vontade. Houve um recuo estratégico e uma demonstração clara e pública de que eles querem negociar."Segundo o ministro, a suspensão valerá pelo menos até que se crie condições "para os entendimentos necessários". Rondeau disse que isso significa a retomada das negociações por meio da Petrobras e das três equipes formadas pelos dois governos que discutem desde maio a implementação do decreto de nacionalização das reservas bolivianas.Sobre a proposta que fez ao ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Andre Solis Rada, de uma nova reunião dia 9 de outubro, disse que até o momento não houve uma respostas.Rondeau disse que não é possível fazer uma integração energética da América do Sul sem a Bolívia. "Eles têm uma das maiores reservas de gás conhecidas no continente". O ministro ponderou que sem mudanças na postura do governo boliviano essa integração fica comprometida. Ressaltou que já há sinais positivos vindos de La Paz. "A vinda ao Brasil em agosto do vice-presidente boliviano Alvaro Garcia Linera, foi um testemunho de que eles querem mudar essa relação". IndenizaçãoRondeau reiterou que a Petrobras vai ficar "absolutamente à vontade" - depois que for concluído todo o processo de negociação com a Bolívia - para decidir se permanece ou não em atividade na área de refino naquele país. O ministro acrescentou que a Petrobras só tomará sua decisão depois que ficar claro, nas negociações, o valor da indenização a ser paga, o modelo de operação que instalará nas refinarias bolivianas e a governança corporativa. Em relação ao anúncio do governo boliviano de que, após a expropriação das refinarias, La Paz nada mais teria a pagar à Petrobras por conta de lucros supostamente excessivos da estatal brasileira, Silas Rondeau disse que as margens de lucro na atividade de refino, na Bolívia, são estipulados pelo próprio governo boliviano, que, periodicamente, atualiza a autorização fixando novas margens.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2006 | 11h41

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