Esperança de queda do juros anima mercados

O mercado financeiro deu continuidade à recuperação iniciada ontem com anúncio de revisão das metas de inflação para 2003, que abre a possibilidade de que, a qualquer momento, o Banco Central reduza a taxa de juro. Às 14h39, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,8200, com queda de 1,23% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 23,000% ao ano, frente a 23,200% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 1,57%.Outra notícia que teria animado os investidores foi a flexbilização, também anunciada ontem pelo Conselho Monetário nacional (CMN), das regras de contabilização dos títulos públicos que compõem as carteiras de investimentos dos bancos. Essa flexibilização deve melhorar os balanços do primeiro semestre. Ao revisar as metas de inflação para 4% no ano que vem e aumentar o intervalo de oscilação para 2,5 pontos porcentuais, o governo acena com a possibilidade de baixar a taxa referencial de juros, a Selic. A redução do juro favorece o consumo e reduz o custo das empresas. Esta manhã, o diretor de Política Econômica do BC, Ilan Goldfajn, tentou esfriar um pouco as expectativas sobre corte imediato de juro. Ele deixou claro que as mudanças nas metas de inflação anunciadas ontem não têm o objetivo de curtíssimo prazo. As mudanças, na meta, disse o diretor do BC, não são feitas para acomodar viés.Esse otimismo, no entanto, pode não ter prosseguimento não próxima semana por causa das incertezas políticas. Amanhã será divulgada uma nova pesquisa eleitoral, encomendada pela corretora Ágora Sênior ao Ibope. O mercado estará de olho no desempenho do candidato do PPS, Ciro Gomes, que na última pesquisa feita pelo Ibope registrou forte crescimento, de sete pontos porcentuais, saltando para 16% das intenções de voto.Nos EUA, a descoberta de uma nova fraude contábil na Xerox, além dos problemas identificados em abril pela SEC, não impediu que as bolsas trabalhassem em alta. Às 14h49, o Nasdaq - índice da bolsa que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - operava em alta de 1,29%. O índice Dow Jones - que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - estava em alta de 0,76%. As ações da Xerox caíram 17%. A auditoria feita pela Pricewaterhouse também constatou problemas na unidade da Xerox no Brasil.

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