‘Espero que Congresso chegue a um acordo’, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um comunicado na tarde desta segunda-feira sobre os esforços para evitar o chamado "abismo fiscal", e ainda acredita que um acordo é possível no Congresso nas próximas "doze horas". Se não houver acordo, entram automaticamente em vigor a partir da terça-feira, 1º de janeiro de 2013, cortes no orçamento e aumentos de impostos de pelo menos US$ 600 bilhões. Obama disse que o problema poderá ser resolvido "em vários passos", o que significa que acordos sobre vários pontos podem ser firmados em separado.

ANDRÉ LACHINI E RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

31 de dezembro de 2012 | 17h37

Obama evitou dizer que os republicanos estão barrando a aprovação de um acordo. Após vários dias de negociações fracassadas, o vice-presidente Joe Biden, que preside o Senado, negociava o acordo com o líder da minoria republicana na casa, Mitch McConnell. Apesar das poucas horas para um acordo, Obama não parecia muito preocupado. O presidente não tinha o semblante carregado e fez algumas piadas. Irônico, Obama afirmou que estará "no comando dos Estados Unidos pelos próximos quatro anos".

Obama não deu detalhes sobre o acordo na fase conclusiva de negociação, mas deu algumas pistas. Uma delas é que a classe média não deverá ver seus impostos subirem. Outro é que os benefícios do plano de saúde Medicare devem ser preservados. "A receita tem que fazer parte da equação para equilibrar as contas do programa Medicare".

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