''''Essas barreiras não fazem sentido''''

Congressistas americanos defendem o fim dos obstáculos para o etanol brasileiro entrar nos EUA

Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2007 | 00h00

Na contramão da Casa Branca, congressistas americanos defenderam ontem, na Câmara dos Deputados brasileira, a eliminação das barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos à importação de etanol do Brasil até 2009. A posição foi expressa por integrantes de uma delegação bipartidária do Congresso dos EUA, que visita o País nesta semana com a missão de promover o aprofundamento das relações bilaterais.Entretanto, veio junto a cobrança de extensão da liberalização do comércio bilateral de etanol a outros setores industriais e de serviços. "Essas barreiras não fazem sentido", afirmou Eliot Engel, congressista democrata por Nova York, presidente da Subcomissão para o Hemisfério Ocidental da Câmara americana e líder da delegação. "A eliminação das barreiras pode ser adiantada e ocorrer antes de 2009.""Mas temos de falar também nas barreiras do Brasil às importações nesses setores", arrematou o também democrata Gregory Meeks.Em março, quando foi assinado o Protocolo de Cooperação Brasil-Estados Unidos na área dos biocombustíveis, em São Paulo, o presidente americano, George W. Bush, declarou que as barreiras continuariam intactas até, pelo menos, 2009. Naquele ano, deverá expirar o atual regime para o setor, que prevê a imposição da tarifa de US$ 0,54 por galão de etanol importado como meio de proteger a produção americana, a partir do milho.Essa atitude incentivou o investimento de empresas brasileiras na construção de plantas de transformação do álcool hidratado em anidro em países centro-americanos e caribenhos, que, atualmente, contam com livre acesso ao mercado de etanol dos Estados Unidos.

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