Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

''Esta crise é de gente rica''

Em plena quarta-feira, o comércio de Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, não dá sinal de arrefecimento. Na loja de Antonio Cavalcante, a Toninho Móveis, Eliane Maria de Jesus Correia, pensionista que recebe R$ 600 por mês, compra uma mesa para computador. Dá entrada de R$ 20 e terá pela frente sete prestações de R$ 21.Cavalcante, dono de três lojas de móveis em Paraisópolis, é todo sorriso. "Aqui a situação é cruel, mas não piorou por causa dessa tal de crise", explica. Ele financia os clientes e cobra em média 10% de juro ao mês. Ao lado funciona o bar de Amilton da Silva. Alguma queda na venda da cerveja e da cachaça? Nenhuma. "O salário mínimo aumentou. Os aposentados estão ganhando mais e ainda tem o Bolsa Família. Reclamar do quê?", diz Silva.Raimundo Araújo, dono de supermercado, oferece marcas como Nestlé, Camil, Elma-Chips e Coca-Cola. E filosofa. "Esta crise é de gente rica. Por aqui as pessoas estão lascadas desde sempre. Nada mudou."

Paula Pacheco, O Estadao de S.Paulo

11 de maio de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.