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"Está muito difícil" sem a Varig, admite agente de viagem em Foz

"Está muito difícil" trabalhar sem a Varig, afirmou Margarete Servoni, funcionária da Frontur, agência de viagens de Foz do Iguaçu, uma das cidades que deixou de ser atendida pela empresa área. As três lojas foram fechadas e os 25 funcionários demitidos sexta-feira. A companhia, segundo sua assessoria de imprensa, não tem previsão de quando retomará os vôos para Foz, segundo principal destino dos turistas estrangeiros no País.A dificuldade de Margarete é semelhante à de milhares de operadores de turismo. Enquanto as rotas nacionais estão sendo cobertas pelas demais companhias aéreas, com grau de dificuldade variável de acordo com a disponibilidade de assentos, as internacionais demandam grande paciência dos interessados. Sobretudo as rotas para a Europa, observa Mara Piubelli Figueiredo, da Albatroz Turismo, de Londrina."As passagens promocionais para a Europa acabaram", diz ela, que prevê a oferta desse tipo de passagem somente a partir de outubro, na melhor das hipóteses. Com o cancelamento da maioria dos vôos da Varig para a Europa, segundo ela, cerca de 3 mil lugares deixaram de ser oferecidos. As passagens promocionais oscilavam em US$ 1 mil. Agora, as mais acessíveis estão em torno de US$ 2 mil.Destinos comprometidosPara os Estados Unidos houve transtornos no mês passado, quando é grande o fluxo de turistas para a Disney, mas a partir deste mês, com a normalização da demanda, Mara prevê que as agências não terão dificuldade para acomodar os passageiros.A Varig deixou de operar em Londrina, cujo aeroporto registra cerca de 20 mil embarques mensais, há cerca de quatro meses. A Gol se aproveitou da saída da rival e aumentou o número de vôos para Londrina, onde também opera a TAM.Em Curitiba, 30 dos quase 70 funcionários da Varig foram demitidos sexta-feira, dia em que a companhia dispensou 5,5 mil pessoas. Todos os vôos para o aeroporto de São José dos Pinhais, que atende a capital do Paraná, foram suspensos. A empresa, que operava cinco vôos diários, embarcava cerca de cinco mil passageiros nos últimos meses, mas já chegou a embarcar 30 mil nos tempos áureos.Apesar do cancelamento dos vôos, "ninguém ficou no chão", garante o gerente de vendas da empresa em Curitiba, José Carlos de Melo. Ele acredita que até o final do mês a Varig voltará a operar em São José dos Pinhais.

Agencia Estado,

01 de agosto de 2006 | 18h38

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