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''''Está oscilando mais que bolsa de valores''''

Cimento encarece e atrasa obras

Elisangela Roxo, O Estadao de S.Paulo

30 de outubro de 2007 | 00h00

O encarregado de obras Antônio Carlos Martins Araújo trabalha na construção de uma casa no bairro da Aclimação, na capital, e tem observado o aumento do preço do cimento nos últimos meses. Em julho, ele comprou sacos de 50 quilos por R$ 10,50 e diz não encontrá-los hoje por menos de R$ 15,90.A alta no preço do cimento afeta o custo total da obra e acaba diminuindo o ritmo de trabalho da construção civil. ''''O pessoal espera o preço do material cair para continuar construindo e a gente acaba tendo de esperar também.'''' A última encomenda de cimento demorou uma semana para ser entregue. ''''A nossa distribuidora avisou que não tinha estoque para atender à demanda.'''' Os pedidos do produto agora são feitos com, pelo menos, dez dias de antecedência para evitar mais atrasos na obra.O arquiteto Alexandre Galvão começou a sentir os efeitos do aumento do preço no fim de setembro e, hoje, já pensa em cobrar até 15% a mais na hora de desenvolver um projeto. Ele explica que o tamanho da construção define o impacto que a alta do produto vai ter para o consumidor. ''''Quanto maior a obra, maior o prejuízo'''', afirma Galvão.Mas o arquiteto Augusto Olivieri não está preocupado com o aumento. ''''O preço do cimento oscila mais do que bolsa de valores'''', diz o arquiteto. Ele acredita que as classes média e alta não devem sentir muita diferença na hora de construir, porque o cimento não está na lista de produtos mais caros de uma construção.A maior parte do uso está concentrada na fundação e no acabamento. ''''Os pobres que começam a levantar a casa de alvenaria e os construtores de obras de infra-estrutura serão os maiores prejudicados, já que usam muito cimento'''', conclui.

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