Estabilidade no emprego é boa para economia, diz estudo

Em estudo divulgado nesta sexta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) desfaz o argumento de que a redução dos custo trabalhistas supera as crises econômicas e combate o desemprego. Segundo a organização, o desenvolvimento econômico dos países ricos e a produtividade das empresas estão relacionadas com a estabilidade de um trabalhador em um emprego.Para provar isso, a OIT afirma que a estabilidade dos empregos nos países ricos ainda é "surpreendentemente alta", o que contradiz teses de que a permanência de trabalhadores em uma empresa por muitos anos é coisa do passado. Muitos economistas previam que, com a falta de crescimento na economia mundial, com o desemprego em alta e com as novas tecnologias, a relação entre trabalhadores e empregados tenderia a se flexibilizar.Entre os países ricos, os Estados Unidos é que apresenta a menor média de anos (6,6) de um trabalhador em um mesmo emprego. Na Europa, a média dos países é de 10,6 anos e, no Japão, que está há uma década em recessão, um trabalhador continua a permanecer em um só emprego em média 12 anos. Segundo a entidade, existem evidências de que quanto mais um funcionário tem a segurança de que não será demitido maior é a produtividade da empresa ao longo dos anos.

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