WERTHER SANTANA/ESTADAO
WERTHER SANTANA/ESTADAO

‘Estadão’ discute mercado de trabalho e robôs

Em site e nas redes sociais, conteúdo mostra as mudanças e como estar preparado para elas

O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2019 | 04h00

Até 30 milhões de brasileiros podem ser substituídos por robôs no mercado de trabalho até 2026, em decorrência do avanço da robótica e da inteligência artificial. Os dados são de um estudo publicado em março pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No cenário global, a estimativa é de 375 milhões de vagas a menos, de acordo com o Instituto McKinsey. Para ajudar o leitor a entender e a se preparar para esse novo cenário, o Estadão lança nesta quinta-feira, 18, o Estadão QR, com conteúdo no site www.estadao.com.br/e/qr e nas redes sociais.

Desenvolvido pela equipe do 9.º Curso Estado de Jornalismo Econômico, o projeto inclui reportagens em formato vertical publicadas na plataforma de vídeos do Instagram, o IGTV, além de conteúdo produzido especialmente para Twitter, Facebook, LinkedIn e YouTube. Tudo para que o leitor tenha a informação que precisa, onde quiser.

O Estadão QR mostra, por exemplo, que mais de 2 mil ocupações podem deixar de ser desempenhadas por humanos nos próximos sete anos, com impacto direto sobre 65% do mercado formal de trabalho do País. Áreas como medicina, engenharia e direito devem mudar: atividades repetitivas passarão a ser feitas por robôs e os profissionais precisarão se dedicar cada vez mais a competências cognitivas e pouco rotineiras.

O futurologista britânico Ian Pearson disse ao Estadão QR que competências humanas serão as mais essenciais. “Habilidade emocional é o que vai importar no mercado de trabalho”, avalia. “Por mais avançada que uma máquina ou inteligência artificial seja, essas funções que exigem um contato humano são insubstituíveis.”

O avanço tecnológico também vai fazer surgirem ocupações diferentes. Consultor de longevidade, engenheiro de carnes artificiais e até detetive de sequestro de dados, por exemplo, estão entre as apostas para o futuro.

Nesse processo de mudança, investir em qualificação vai ser fundamental. “Precisamos adotar experiências que, em outros países, contribuíram com a produtividade e foram a base que qualificou as pessoas para um mercado de trabalho crescentemente sofisticado”, diz o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega.

Curso Estado

Desde 1990, o Estadão desenvolve programas de aprimoramento para jovens repórteres, conhecidos como Focas. O projeto QR foi idealizado pela 9.ª turma do Curso de Jornalismo Econômico, realizado em parceria com a Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EESP), com patrocínio do Itaú.

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