‘Estadão’ promove evento Summit ESG

Realização do Summit reforça o entendimento de que a reputação e a sobrevivência a longo prazo das empresas dependem da definição de indicadores transparentes; pilares da atuação ESG serão debatidos entre amanhã e sexta-feira

Redação - O Estado de S.Paulo

As mudanças pelas quais o mundo está passando nas áreas ambiental, social e de governança – pilares da atuação ESG – serão debatidas, entre amanhã e sexta-feira, no Summit ESG, evento promovido pelo Estadão que reunirá representantes de empresas, organizações não governamentais e do universo acadêmico.

A realização do Summit reforça o entendimento de que a reputação e a sobrevivência a longo prazo das empresas dependem da definição de indicadores transparentes nesses pilares. Saiba mais sobre a programação diária no endereço: summitesgestadao.com.br.

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A conscientização das empresas em relação à agenda ESG foi acelerada pela pandemia de covid-19, segundo o professor Eduardo Viola, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB). “As organizações perceberam com mais clareza a importância de considerar riscos que pareciam longínquos, mas podem surgir a qualquer momento, como ocorreu com a pandemia.”

Floresta Amazônica Foto: Daniel Beltrá/Greepeace

O debate corporativo sobre sustentabilidade não é recente – está em pauta desde o Protocolo de Kyoto, em 1997. O que mudou é a sensação de urgência sobre essa pauta. “A discussão sobre um modelo de desenvolvimento que garanta a qualidade de vida e os recursos naturais para isso vem acontecendo há algumas décadas”, diz a sócia especialista em ESG da KPMG, Nelmara Arbex. “Mas agora chegamos num ponto em que as ações efetivas não podem mais ser adiadas. Esta é a década do ‘vamos fazer’”.

Novos negócios. Além de garantir um planeta melhor, o ESG pode criar novos mercados. Um dos saltos esperados neste ano é a regulamentação do mercado internacional de carbono – o comércio de créditos entre instituições e governos que reduziram emissões e aqueles que desejam comprar créditos para compensar emissões. 

Concentração

Cinco países são responsáveis por metade da emissão global de gases de efeito estufa

Fonte: Global Carbon Atlas, 2019

Este será um tema central da COP-26, conferência sobre o clima da Organização das Nações Unidas (ONU), em novembro, em Glasgow, Escócia. Espera-se participação em peso das corporações brasileiras. 

Muitas empresas já anunciaram metas de “net zero”, compromisso de eliminar emissões de gases de efeito estufa. A gigante dos alimentos JBS definiu 2040 como limite para alcançar esse objetivo. Para chegar à meta, a empresa terá de reduzir em 30% as emissões diretas ou oriundas da geração de energia de suas operações até 2030. O processo inclui investimentos previstos de US$ 100 milhões. 

O cenário tem contribuído para o crescimento de empresas especializadas na redução de pegadas de carbono. É o caso da Ambipar, que presta serviços de gestão ambiental e economia circular. “Definimos um plano de ação a partir de um diagnóstico profundo das operações do cliente.

Esse trabalho é importante para identificar eventuais riscos financeiros aos quais a empresa pode estar exposta”, explica a diretora de Sustentabilidade da Ambipar, Onara Lima. Há novos negócios diretamente voltados ao mercado de carbono, como a Moss, fundada em 2020. “Somos como um supermercado online de créditos de carbono, que compra no atacado e vende no varejo”, explica o fundador da empresa, Luis Felipe Adaime.

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As mudanças pelas quais o mundo está passando nas áreas ambiental, social e de governança – pilares da atuação ESG – serão debatidas, entre amanhã e sexta-feira, no Summit ESG, evento promovido pelo Estadão que reunirá representantes de empresas, organizações não governamentais e do universo acadêmico.

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Floresta Amazônica Foto: Daniel Beltrá/Greepeace

O debate corporativo sobre sustentabilidade não é recente – está em pauta desde o Protocolo de Kyoto, em 1997. O que mudou é a sensação de urgência sobre essa pauta. “A discussão sobre um modelo de desenvolvimento que garanta a qualidade de vida e os recursos naturais para isso vem acontecendo há algumas décadas”, diz a sócia especialista em ESG da KPMG, Nelmara Arbex. “Mas agora chegamos num ponto em que as ações efetivas não podem mais ser adiadas. Esta é a década do ‘vamos fazer’”.

Novos negócios. Além de garantir um planeta melhor, o ESG pode criar novos mercados. Um dos saltos esperados neste ano é a regulamentação do mercado internacional de carbono – o comércio de créditos entre instituições e governos que reduziram emissões e aqueles que desejam comprar créditos para compensar emissões. 

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Cinco países são responsáveis por metade da emissão global de gases de efeito estufa

Fonte: Global Carbon Atlas, 2019

Este será um tema central da COP-26, conferência sobre o clima da Organização das Nações Unidas (ONU), em novembro, em Glasgow, Escócia. Espera-se participação em peso das corporações brasileiras. 

Muitas empresas já anunciaram metas de “net zero”, compromisso de eliminar emissões de gases de efeito estufa. A gigante dos alimentos JBS definiu 2040 como limite para alcançar esse objetivo. Para chegar à meta, a empresa terá de reduzir em 30% as emissões diretas ou oriundas da geração de energia de suas operações até 2030. O processo inclui investimentos previstos de US$ 100 milhões. 

O cenário tem contribuído para o crescimento de empresas especializadas na redução de pegadas de carbono. É o caso da Ambipar, que presta serviços de gestão ambiental e economia circular. “Definimos um plano de ação a partir de um diagnóstico profundo das operações do cliente.

Esse trabalho é importante para identificar eventuais riscos financeiros aos quais a empresa pode estar exposta”, explica a diretora de Sustentabilidade da Ambipar, Onara Lima. Há novos negócios diretamente voltados ao mercado de carbono, como a Moss, fundada em 2020. “Somos como um supermercado online de créditos de carbono, que compra no atacado e vende no varejo”, explica o fundador da empresa, Luis Felipe Adaime.

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