Agência Brasil| Divulgação
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Estado de calamidade não atrasa obras para a Olimpíada, diz Paes

Prefeito do Rio afirmou pelo Twitter que cidade manterá compromissos assumidos; segundo ele, situação do município é de 'absoluto conforto fiscal'

Clarissa Thomé, Márcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2016 | 19h08

O prefeito Eduardo Paes afirmou que o estado de calamidade decretado pelo Estado "em nada atrasa as entregas olímpicas e os compromissos assumidos no Rio".  Ele usou o Twitter para comentar o decreto do governador em exercício Francisco Dornelles (PP). De acordo com o prefeito, "a posição da prefeitura do Rio é de absoluto conforto fiscal e financeiro. "Continuamos a pagar nossos compromissos em dia. Seja salário de servidores, custeio e os investimentos seguem a pleno vapor", escreveu. 

Paes lembrou que a Prefeitura é a responsável pela entrega de todas as Arenas em que ocorrerão os Jogos Olímpicos e todas as obras do legado, "tirando o metrô". "As Arenas (tirando o Velódromo) já foram todas entregues e testadas. Aliás, no prazo e no custo.  O estado de calamidade decretado pelo Governo Estadual em nada atrasa as entregas olímpicas e os compromissos assumidos pelo Rio", afirmou.  

Ele disse ainda ter certeza de "que a parceria com o governo federal funcionará" e a segurança dos jogos estará garantida. "Quero renovar aqui a confiança de que realizaremos jogos excepcionais", encerrou.

Olimpíada. O Comitê Rio-2016, responsável por organizar os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, garantiu que o estado de calamidade pública decretado pelo governo não causará impacto na organização do evento. “Não afeta em absolutamente nada”, afirmou o diretor de Comunicação do Rio-2016, Mario Andrada. “Primeiro, porque a gente já sabia que o Estado estava quebrado. Segundo, porque os recursos por meio de incentivo (renúncia fiscal) já foram garantidos.”

No decreto que institui o estado de calamidade, a Olimpíada é citada em três das oito justificativas. A grave crise financeira do Estado “vem impedindo o Estado de honrar com os seus compromissos para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016”, expõe o texto assinado pelo governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), 49 dias antes do início dos jogos. 

O decreto afirma ainda que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos “possuem importância e repercussão mundial” e “qualquer desestabilização institucional implicará um risco à imagem do País de dificílima recuperação”.

Se não afeta em termos de organização, o decreto prejudica ainda mais a imagem do Rio às vésperas da Olimpíada. Tão logo o governo decretou estado de calamidade, o Comitê Rio-2016 começou a ser consultado por jornalistas de diversos países sobre os eventuais efeitos da medida sobre o evento.

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