Estado é primeiro jornal brasileiro nas TVs conectadas

Aplicativo disponível nas TVs da Samsung possibilitará ao usuário ter acesso a notícias diretamente sobre o vídeo que estiver assistindo

O Estado de S. Paulo,

06 de abril de 2013 | 17h30

Desde a semana passada, está disponível nas TVs conectadas da Samsung um aplicativo do Estado. Ao instalá-lo, o espectador passa a ter, numa barra horizontal (também chamada de "ticker"), manchetes atualizadas do portal Estadão.com.br. Essa barra horizontal pode ficar na parte de cima ou de baixo da tela, segundo a preferência do usuário. Ao selecionar uma manchete de seu interesse, o texto da notícia se abre sobre o vídeo a que estiver assistindo.

O Estado é o primeiro jornal brasileiro a ter um "ticker" de notícias em TVs conectadas à internet. O espectador usa as setas do controle remoto para navegar pelas notícias e pode definir a transparência da tela de fundo do texto. Os aparelhos conectados à internet são das uma principais tendências surgidas nos últimos anos no mercado de televisores.

"As TVs precisam oferecer o conteúdo de qualidade que o público busca, e nosso conteúdo tem de estar disponível ao leitor em qualquer momento de sua vida", afirma Claudia Belfort, editora-chefe de plataformas digitais do Grupo Estado.

Segundo a empresa de pesquisas GfK, as TVs conectadas foram 21% dos aparelhos vendidos no Brasil em 2012, comparadas a 20% no ano anterior. Em faturamento, responderam por 31% do mercado total, frente a 30% em 2011. Os dados não incluem as TVs de tubo, que representaram somente 0,2% do mercado de televisores em 2012.

"A TV conectada cresceu tanto quanto o mercado", diz Gisela Pougy, diretora da GfK. "Está relativamente estável." A tecnologia registrou um avanço maior nas regiões emergentes (Nordeste, Norte e Centro-Oeste). A participação do Nordeste nas vendas de TVs conectadas passou de 6% em 2011 para 12% no ano passado. Norte e Centro-Oeste viram sua participação crescer de 7% para 12%. A GfK não divulga números absolutos, somente porcentuais sobre o mercado.

Relevância. Marcelo Natali, gerente de conteúdo de Smart TV da Samsung, diz que a parceria com o Estado está de acordo com os resultados de uma pesquisa feita com clientes, em que se buscou descobrir que tipo de conteúdo as pessoas querem. "Basicamente, as pessoas procuram conteúdo de alta relevância", diz. "O Estado foi uma escolha acertada, pela qualidade da informação e pela tradição. Não queremos aplicativos que o usuário acesse só uma vez."

Os números de mercado com que a Samsung trabalha são diferentes dos da GfK. Segundo Natali, foram vendidos pouco mais de 10 milhões de aparelhos de TV no Brasil em 2012, sendo que 40% eram TVs conectadas. A expectativa dele é de que, neste ano, a participação dos aparelhos com acesso à internet fique entre 50% e 60% do total dos televisores vendidos.

"É um mercado que tem um grande potencial", afirmou Valdecir Becker, professor da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). "Mas ainda há um desafio de incentivar as pessoas a usar essa tecnologia. Ainda não se encontrou um aplicativo que puxe todos os outros. Os aplicativos de vídeo ainda são muito parecidos com serviços de vídeo sob demanda oferecidos pelas empresas de TV paga." Na década passada, Becker participou de um dos grupos de pesquisa do sistema brasileiro de TV digital.

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