DANIEL TEIXEIRA | ESTADAO CONTEUDO
DANIEL TEIXEIRA | ESTADAO CONTEUDO

‘Estado’ percorre a BR-163, a rodovia da soja

Reportagem vai do Mato Grosso ao Pará, por trecho de mil km considerado o mais crítico da via

O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2018 | 22h09

Há um ano, imagens de caminhões atolados na BR-163 rodaram o País e chamaram a atenção para o estado lastimável da estrada. Conhecida como Rodovia da Soja, a estrada é uma das principais vias de escoamento do produto de Mato Grosso para os portos da Região Norte. Na época, o governo federal mobilizou o Exército para o socorro de veículos e prometeu manter os militares em obras de recuperação da rodovia, com o asfaltamento do trecho até o terminal paraense.

Em janeiro deste ano, porém, o próprio ministro da Agricultura, Blairo Maggi, produtor rural em Mato Grosso e cuja empresa da família, a Amaggi, utiliza a infraestrutura local para o escoamento dos produtos agrícolas, reclamou publicamente que a situação da BR-163 ainda é crítica.

A reportagem do Estadão/Broadcast vai percorrer, durante esta semana, os mil quilômetros da BR-163, entre o município de Sinop, no norte de Mato Grosso, e o terminal de Miritituba, em Itaituba (PA), considerados os mais críticos dessa rodovia federal. Apesar de parte da rodovia já ter sido concedida para iniciativa privada, esse trecho, ainda está nas mãos do governo. Ao longo da semana, os leitores poderão acompanhar no portal estadao.com.br os vídeos produzidos pela reportagem.

O trecho percorrido pelo repórter Gustavo Porto e o repórter-fotográfico Daniel Teixeira é o maior dessa rodovia federal. Ontem, no primeiro dia de viagem, eles constataram os contrastes da rodovia. Nos primeiros 430 quilômetros, encontraram uma estrada bem conservada, com poucos buracos e obras de manutenção nos trechos críticos. Nos 151 quilômetros seguintes, uma estrada abandonada, com valetas e uma disputa entre carros e caminhões, a maioria, pelos poucos espaços onde o asfalto ainda é transitável.

As obras na BR-163 se resumem a algumas pontes em estágio inicial de construção ou ainda algumas operações de recapeamento pontuais. Os primeiros sinais de problemas na rodovia estão a 150 quilômetros de Sinop, em Terra Nova do Norte (MT), e mais adiante, em Guarantã do Norte (MT), onde caminhões transitam pela contramão para fugirem de grandes buracos.

Na divisa entre Mato Grosso e Pará o cenário fica caótico. Não existe mão ou contramão. A ordem é fugir dos buracos gigantescos no asfalto da rodovia abandonada.

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