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Estado pode ser mediador entre metalúrgicos e Volks

O ex-presidente da Volkswagen do Brasil, Wolfgang Sauer, atual presidente da WS Consult, disse nesta sexta-feira à Agência Estado que uma solução da crise da montadora tem que ser negociada entre o sindicato dos metalúrgicos e a empresa, mas "é lógico que o Estado tem o direito de agir como mediador." Pata ele, o papel do Estado como mediador é importante principalmente quando houver inflexibilidade entre os dois lados. Sauer fez, porém, a ressalva de que o governo não pode assumir uma posição.A crise entre a Volks e os trabalhadores, em São Bernardo do Campo, está relacionada à demissão de 1.800 empregados e da possibilidade de dispensa de milhares de outros em razão do risco de fechamento da fábrica. Em protesto contra as demissões, os empregados da fábrica estão em greve.Sauer presidiu a Volkswagen de 1973 a 1992 e comandou também a Autolatina (formada durante algum tempo em regime de parceria entre a Volks e a Ford do Brasil).SemicondutoresSauer também afirmou à AE que já está praticamente pronto o projeto de implantação de uma fábrica de semicondutores no Brasil. Representante de um grupo disposto a investir US$ 500 milhões nessa fábrica, que seria a primeira do País, ele disse que a expectativa que a construção da unidade comece ainda neste ano. "E depois, em cerca de dois anos, começaremos a produzir." A produção de semicondutores é indispensável, entre outras finalidades, para que o País possa implantar o sistema digital de televisão. Apesar de dizer que não poderia ainda revelar quais são os participantes do grupo de investidores, Sauer adiantou que parte do capital a ser investido é estrangeiro e que o controle dela será brasileiro. A idéia, segundo o consultor, é a de construir a fábrica no município de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Sauer esteve nesta sexta no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, onde foi recebido pelo ministro Luiz Furlan, com quem conversou também sobre o projeto de se instalar um centro tecnológico de semicondutores nas proximidades da futura fábrica. "Estamos preparando um plano para fazer um centro tecnológico, depois que tivermos a indústria, para termos um contato com as universidades", informou.

Agencia Estado,

01 de setembro de 2006 | 12h22

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