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'Estado' premia profissionais de mídia

Gustavo Gaion, da Y&R, foi eleito Mídia do Ano e AlmapBBDO, a melhor agência na 14ª edição do Prêmio de Mídia Estadão

LÍLIAN CUNHA, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2011 | 03h05

Há apenas seis meses como vice-presidente de mídia da Young & Rubicam, Gustavo Gaion foi o grande vencedor do 14.º Prêmio de Mídia Estadão, entregue anteontem em São Paulo. O publicitário foi eleito o profissional de Mídia do Ano no evento, no qual também foi premiada a AlmapBBDO, como Agência do Ano, e Flávio Rezende, diretor nacional de mídia da DPZ, como Personalidade de Mídia.

"Esse é o primeiro prêmio que recebo", disse Gaion, que tem 20 anos de carreira e havia sido indicado ao prêmio Caboré em 2008. Natural de Ibitinga, no interior de São Paulo, Gaion começou sua carreira como estagiário em várias agências. "Meu primeiro emprego para valer já foi em mídia, na Z+G Grey, que não existe mais", lembra o profissional, que teve passagem de seis anos pela Leo Burnett, de quatro pela AlmapBBDO e de três pela Ogilvy Brasil.

Para o executivo - que concorreu com Miriam Shirley, da Ogilvy, e com Mônica Carvalho, da DM9 -, uma das melhores qualidades do profissional de mídia é a capacidade de adaptação às mudanças. "Meu pai era funcionário do Banespa (antigo banco estatal paulista) e durante minha infância mudei de casa 19 vezes. Por isso, posso dizer que estou acostumado a mudar", brinca o publicitário.

Com as atribuição de direcionar os recursos do anunciante para os canais de mídia mais apropriados para cada campanha, o profissional de mídia viu o perfil de sua profissão mudar drasticamente com a criação de novos meios de comunicação, graças às tecnologias digitais, nos últimos dez anos.

"Antes, a pessoa que entendia os termos técnicos era considerada apta para ser mídia. Hoje, é preciso ser bem mais que isso", disse Gaion. Para ele, o profissional de mídia agora precisa entender de tecnologia, deve ser bom negociador e ter visão estratégica - além de ser criativo.

"Essa é uma profissão que se torna cada vez mais complexa", afirmou Fabio Costa, diretor de mercado anunciante do Grupo Estado. "Por isso o objetivo do prêmio é valorizar a produção de trabalhos sobre o mercado de comunicação do País, incentivar o desenvolvimento técnico e tornar viável o surgimento de novos talentos", acrescentou.

O Prêmio de Mídia Estadão contempla tanto profissionais como estudantes que contribuem com novas teorias e práticas sobre o mercado de comunicação do País. "O prêmio tem um julgamento muito técnico dos trabalhos", afirmou Luiz Fernando Vieira, presidente do Grupo de Mídia de São Paulo, que apoia a iniciativa do Estado, coordenada pela empresa Singular, Arquitetura de Mídia.

Estreia. Pela primeira vez em 14 anos de premiação, a organização do evento decidiu também escolher a Agência do Ano. O critério é o número de troféus ganhos nas categorias do Prêmio de Mídia Estadão, que são no total 21, sendo quatro delas destinadas a estudantes universitários dos terceiro e quarto anos.

A AlmapBBDO, a agência escolhida, acumulou oito prêmios, dentre eles o Grand Prix Monografia, com o trabalho MAT3IZ - Na direção da convergência e o de Mídia TV, com a campanha Quer ganhar beijinho?, criada para as lâminas de barbear Gillette Mach3 Sensitive.

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