Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

'Estado' promove fórum sobre setor imobiliário; Kassab defende o Minha Casa Minha Vida

Segundo o ministro, programa deve contribuir para gerar, ou ao menos manter, o número de empregos no segmento

Aline Bronzati e Mário Braga, O Estado de S. Paulo

14 Abril 2015 | 10h30

O Estado e o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) realizam nesta terça-feira, em São Paulo, o 1.º Summit Imobiliário Brasil 2015, evento de perspectivas para o mercado imobiliário. No evento, Gilberto Kassab, ministro das Cidades, defendeu os investimentos no programa Minha Casa Minha Vida. 



"Precisamos ter um volume mínimo de investimento nesta fase de transição do ajuste fiscal e criar condições de financiamentos. Há disponibilidade de recursos do FGTS que podem ser investidos em saneamento, habitação", destacou Kassab, citando os investimentos bilionários do setor de construção civil em diversos programas no Brasil.


Segundo o ministro, o mais "expressivo" deles é o Minha Casa, Minha Vida que deve contribuir para gerar um grande número de empregos no setor ou, ao menos, manter. 


A expectativa, segundo ele, é que o programa chegue em 2018 com 6,7 milhões de moradias contratadas e mais de 25 milhões de pessoas beneficiadas em todo o Brasil. A terceira fase prevê a contratação de mais três milhões de unidades habitacionais. Nas duas primeiras fases, o governo contratou mais de 3,5 milhões de moradias.


De acordo com Kassab, o mercado imobiliário é a melhor saída para esse momento de transição e ajuste fiscal. Portanto, é necessário, conforme ele, criar condições para que o segmento continue investindo, talvez, não no mesmo patamar dos anos anteriores, mas que seja mantido o nível de emprego na construção civil. 


Entre janeiro e fevereiro, o setor já acumula um saldo negativo de 42 mil empregos, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). A expectativa da entidade é de corte de mais 300 mil postos até o fim do ano.

Ajuste fiscal. Segundo Kassab, o ajuste fiscal não deve representar cortes no orçamento da Pasta em 2015, mas deve se traduzir no adiamento de investimentos de longo prazo. "Os nossos investimentos são investimentos muito grandes, de longo prazo a maior parte deles. Qualquer corte não significará o corte do investimento. Poderá ser um deslizamento dos investimentos", disse.

Segundo ele, não se falará na suspensão de grandes investimentos como o metrô da capital paulista, obras de saneamento e investimentos de prazos de até oito anos em outras cidades, exemplificou. 

"Não tem sentido, em um ajuste, que se espera que seja o mais breve possível, você cortar investimentos de quatro, cinco, seis... dez anos", ponderou, reconhecendo poder haver adaptação dos cronogramas à nova realidade orçamentária do governo federal.

Kassab ressaltou que o ajuste econômico é fundamental para a retomada do crescimento do País "com lastro" e em "condições adequadas" e que o "comando" é da equipe econômica. "Todos nós, ministros, vamos nos submeter às suas diretrizes", afirmou.

Articulação política. O titular das Cidades elogiou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na condução da equipe econômica e o vice-presidente Michel Temer, alçado ao comando da articulação política do governo federal. 

"Na condução da política econômica e nas articulações políticas do governo nos temos duas pessoas talentosas, com experiência e com muita credibilidade e que vão contribuir de uma maneira significativa para as ações do governo", pontuou.

Kassab ressaltou que Temer já foi três vezes presidente da Câmara dos Deputados e hoje tem a legitimidade de ser o vice-presidente da República. "Está de parabéns a presidenta Dilma pela feliz indicação do vice-presidente Michel Temer nas articulações políticas do governo".

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