''Estado'' tem o maior crescimento no semestre entre os grandes jornais

Jornal alcançou expansão de 9,4% nos primeiros seis meses do ano, enquanto a circulação dos jornais brasileiros cresceu 4,2%

Marili Ribeiro, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2011 | 00h00

"O Estado de S. Paulo" fechou o primeiro semestre com o melhor desempenho entre os grandes jornais (exceto os populares), segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). A circulação média do jornal aumentou 9,4% de janeiro a junho, na comparação com o mesmo período do ano anterior, chegando a 252.999 exemplares por dia. Com esse resultado, o jornal consolida a liderança de mercado na capital, na Grande São Paulo e no Estado.

As vendas gerais de jornais, em todo o País, também cresceram no período, mas num ritmo mais moderado. Em média, a circulação diária, considerando tanto as vendas avulsas como as assinaturas dos 98 títulos auditados pelo IVC, mostrou avanço de 4,2% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado.

No grupo dos grandes jornais (com preço de capa acima de R$ 2,00), em que se situa o Estado, a alta foi mais modesta: 3,2%. A Folha de S. Paulo e O Globo, por exemplo, registraram crescimento de 5% no primeiro semestre ante o mesmo período do ano passado. E o Zero Hora teve evolução de 1,4%.

"Há dois fatores impulsionando o negócio das empresas jornalísticas", diz Pedro Martins Silva, presidente executivo do IVC. "De um lado, está a expansão da economia, que cria um ambiente favorável para esse crescimento. De outro, estão as estratégias editoriais e os investimentos feitos pelos veículos, sendo que uns foram mais aguerridos do que outros." No caso do Estado, como cita o próprio presidente do IVC, o aumento da circulação vem se mantendo nos últimos 12 meses: em comparação com os 12 meses imediatamente anteriores, a alta foi de 12,3%.

Preferência. Em São Paulo, o Estado mostra boa vantagem em relação a seu concorrente direto, a Folha. Com um crescimento de 6,7% no semestre, a circulação média diária chegou a 228.035 exemplares. A Folha, no mesmo período, teve queda de 0,4% e chegou aos 219.452 exemplares. No interior paulista, o Estado conseguiu aumento de circulação de 30% e, na Grande São Paulo, de 17,1%. A Folha obteve evolução de apenas 2% no interior e perdeu 1,9% da circulação na região metropolitana.

"Apesar da repercussão nacional pela relevância do conteúdo produzido, o foco de expansão do jornal tem sido a região metropolitana e o interior de São Paulo, e estamos atingindo esse objetivo", diz João Carlos de Castro Rosas, diretor executivo de marketing e mercado leitor do Grupo Estado. "Já o nosso concorrente está perdendo participação no maior mercado consumidor do País, que é o Estado de São Paulo."

Castro Rosas também salienta que esse resultado fica ainda mais expressivo pelo fato de o Estado ter reforçado as vendas mesmo com o aumento do valor da assinatura. "Isso prova que temos um produto reconhecido pelo leitor como indispensável e, também, traduz o prestígio da marca Estado para os habitantes de São Paulo", acrescenta.

Populares. Os jornais populares, com preço de capa de até R$ 0,99, foram os maiores responsáveis pelo avanço das vendas no semestre. Eles registraram crescimento de 12,9% na média diária de circulação. Os resultados mais significativos, nesse grupo, foram obtidos pelo goiano Daqui, que cresceu 72%, e pelo Diário Gaúcho, que aumentou 10,6%. O IVC audita apenas a circulação paga. Os jornais populares têm venda em banca superior às assinaturas.

Ao contrário da tendência manifestada nos chamados mercados maduros, onde a circulação de jornais permanece estagnada ou em queda, no Brasil o meio mantém uma expansão quase contínua nos últimos anos. Na última década, foi interrompida apenas na crise financeira global, iniciada em 2008.

Em 2000, a média diária de circulação de jornais no Brasil era de pouco mais de 3,4 milhões de exemplares. No primeiro semestre deste ano atingiu o número recorde de 4.435.581 exemplares diários.

"Em 2010, o meio se recuperou dos efeitos da crise econômica mundial de 2009, e o primeiro semestre deste ano solidifica o movimento de ascensão dos jornais brasileiros", ressalta o presidente do IVC, Martins Silva.

O IVC é uma entidade nacional composta por representantes de anunciantes, agências de propaganda e editoras de veículos de comunicação. Faz levantamentos da mídia impressa e também acompanha o movimento dos canais online das empresas de comunicação associadas. O objetivo é fornecer dados sobre circulação de jornais e revistas e sobre tráfego na internet.

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