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Estado vai puxar 70% da alta do PIB este ano

Segundo a previsão do governo, só a Petrobrás vai responder por 40%

Lu Aiko Otta, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

O Estado brasileiro deverá puxar o crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) projetado pelo governo para este ano. De acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, os investimentos das estatais e dos diversos ministérios responderão por 0,7% da expansão econômica, ou 70% do índice. O setor privado deverá contribuir com o restante - 0,3% do crescimento ou 30% da taxa de 1%. Ainda assim, seu desempenho será fortemente influenciado por políticas de governo como as alterações da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e o reajuste do salário mínimo. Ambas as medidas deverão injetar perto de R$ 25 bilhões na economia este ano.A composição do crescimento econômico deste ano traduz em números o que está no discurso do governo: cabe ao Estado atenuar os efeitos da crise sobre o desenvolvimento do País. Para isso, a ordem é acelerar investimentos do setor público. É a chamada "política fiscal anticíclica", uma estratégia que prevê gastos maiores em épocas de vacas magras como agora.A Petrobrás sozinha responderá por quase metade do crescimento deste ano. Pelos cálculos do governo, ela proporcionará uma expansão de 0,4% no PIB. A estatal deverá desembolsar este ano, para pagar seus investimentos, o equivalente a 1,7% do PIB. No ano passado, foi de 1,3% do PIB. Em 2007, os gastos foram de 0,9% do PIB. Apenas no primeiro trimestre deste ano, a Petrobrás investiu R$ 14,380 bilhões, 41% mais do que em igual período de 2008.Da mesma forma, o governo estima que injetará mais recursos na economia por meio dos ministérios. Os desembolsos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deverão atingir 1,2% do PIB este ano, ante 0,9% do PIB em 2008 e 0,7% do PIB em 2007. A própria dinâmica de gastos do governo confirma essa tendência de crescimento. Muitos dos investimentos do PAC iniciados em 2007 terão etapas concluídas este ano. Isso significa que o dinheiro será desembolsado agora, embora o gasto seja referente ao Orçamento de dois anos atrás. São os chamados "restos a pagar".ESTIMATIVASApesar dos esforços do governo, é possível que o crescimento não chegue a 1%. Os técnicos esperam ter um cenário mais claro em junho, quando sai o resultado do PIB do primeiro trimestre. Se o "tombo" tiver sido muito grande, é possível que a estimativa do desempenho para o ano seja reduzida novamente. Os economistas de bancos ouvidos pelo Banco Central em sua pesquisa semanal Focus discordam do governo quanto à expectativa de crescimento, ainda que modesto, da economia em 2009. Eles estimam que o PIB encolherá 0,49%.O resultado do PIB do primeiro trimestre deverá trazer outra má notícia ao governo. Não há dúvida entre os economistas que o número mostrará queda em relação ao quarto trimestre de 2008. Será o segundo trimestre consecutivo de retração do Produto Interno Bruto, o que é classificado como recessão técnica. O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu a possibilidade de haver recessão técnica este ano. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, declarou que não há como escapar dela.Para se contrapor a essa má notícia, o governo deverá insistir que os dados negativos são o passado e o presente é de recuperação. A estimativa da área econômica é que a economia crescerá algo como 3% a 4% no último trimestre, em comparação com igual período de 2008. O dado, porém, não impedirá que o resultado médio do ano seja baixo.NÚMEROSR$ 25 bilhõesé o quanto as alterações na tabela do IR pessoa física e o reajuste do salário mínimo vão injetar na economia este anoR$ 14,38 bilhõesfoi o quanto a Petrobrás investiu somente nos três primeiros meses deste ano1,7 % do PIBé o quanto a Petrobrás deverá investir este ano

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