‘Estado’ vence Esso em 3 categorias

Informação Econômica, Fotografia e Criação Gráfica foram as áreas destacadas; jornal, com 8 finalistas, levou maior número de prêmios

O Estado de S.Paulo,

18 de novembro de 2011 | 19h07

SÃO PAULO - O Estado foi o jornal mais premiado do Prêmio Esso de Jornalismo 2011, vencendo em três categorias: Informação Econômica, Fotografia e Criação Gráfica para jornal. O grande prêmio foi concedido à Folha de S. Paulo e o de melhor reportagem, ao Jornal do Commercio.

O prêmio de Informação Econômica foi para a série de reportagens sobre as fraudes no Banco Panamericano, de Sílvio Santos, de autoria de David Friedlander, Leandro Modé, Fausto Macedo e Sonia Racy.

Leia as reportagens que ganharam o Esso na categoria Informação Econômica:

Banco Panamericano, do Grupo Silvio Santos, recebe R$ 2,5 bi para cobrir fraude

Panamericano tem rombo maior que R$ 2,5 bilhões e negocia novo socorro

Proer privado resgata Silvio Santos

‘O vice-presidente de finanças do banco mandou o contador maquiar o balanço’

Violência abortada, o trabalho do Estado premiado na categoria Fotografia, salvou uma vida. Graças a uma ação registrada em flagrante pelo repórter fotográfico Epitácio Pessoa, um jovem de 19 anos, Adriano Carlos Gonçalves da Silva, coletor de material reciclável, deixou de ser morto por dois outros rapazes, que o haviam amarrado.

Segundo Silva, fotografado em agosto do ano passado no bairro Olaria da cidade paulista de Lorena, seu corpo seria jogado no Rio Paraíba do Sul se o carro da reportagem não tivesse chegado ao local e feito os agressores desistirem do homicídio (mais informações nesta pág.).

E Dennis Fidalgo Doimo e André Graciotti foram premiados na categoria Criação Gráfica para jornal pelo trabalho Troca de olhares. O Estado tinha 8 trabalhos entre os 70 finalistas nas 12 categorias do Esso deste ano, que registrou número de recorde de inscrições.

Vencedores. Uma série de reportagens publicada pela Folha de S. Paulo que desencadeou a demissão de Antonio Palocci do cargo de ministro da Casa Civil levou o prêmio principal. Na série O patrimônio e as consultorias que derrubaram Palocci, os jornalistas Andreza Matais, José Ernesto Credendio e Catia Seabra mostraram que o ministro havia montado uma empresa de consultoria e ficado milionário durante o mandato como deputado federal e como coordenador de campanha presidencial.

O prêmio de melhor reportagem foi para a série O nascimento de Joicy, assinada pela repórter Fabiana Moraes, do Jornal do Commercio, do Recife, que acompanhou por cinco meses a mudança de sexo de um agricultor de 51 anos, morador do povoado Perpétuo Socorro. 

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