Estados buscam opções na captação de recursos

A incerteza sobre um acordo para elevar o teto da dívida levou alguns Estados a mudarem a estratégia de captação de recursos. Maryland, vizinha de Washington e residência de parte dos servidores federais e dos fornecedores de serviços para a capital, suspendeu uma venda de bônus programada para ontem. A Califórnia preferiu buscar empréstimos bancários em vez de apostar nas costumeiras emissões de títulos públicos nesta época do ano, segundo o jornal The New York Times.

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2011 | 00h00

Parte dos Estados americanos, sobretudo os mais dependentes de repasses de recursos federais, estão se preparando para o pior cenário. Na terça-feira, a agência de classificação de risco Moody"s avisou sobre a possibilidade de redução das notas da dívida de 5 dentre os 15 Estados com avaliações altas. Maryland e Virginia, outro vizinho e lar de servidores da capital americana, estão na lista. A Carolina do Sul, o Tennessee e o Novo México compartilham a mesma ameaça.

Estudo do Pew Center on the States informou que o Departamento do Tesouro terá de honrar um total de US$ 306 bilhões em agosto: US$ 29 bilhões em juros da dívida federal; US$ 14 bilhões em salários de servidores; US$ 3,9 bilhões em restituição de impostos; US$ 49 bilhões em benefícios da Previdência Social e US$ 50 bilhões em assistência médica a famílias carentes, idosos e deficientes.

"Se o teto de endividamento não aumentar até o dia 2 de agosto, o Tesouro americano será incapaz de efetuar 44% desses pagamentos e terá de escolher entre seus compromissos financeiros", diz o estudo. "Se o governo parar de pagar os servidores federais e de enviar os cheques da Seguridade Social, o resultado será a queda da renda individual, o que pode ter um profundo efeito nas receitas de Estados e de municípios."

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