Estados recebem status de livres de aftosa--Stephanes

O ministro da Agricultura, ReinholdStephanes, anunciou nesta segunda-feira que a OrganizaçãoInternacional de Saúde Animal (OIE) concedeu novamente o statusde livre de aftosa com vacinação para dez Estados brasileiros emais o Distrito Federal. Essa condição, que facilita o comércio exterior de carnebovina produzida nessas regiões, havia sido cassada após aocorrência de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e Paraná nofinal de 2005. "A notícia boa do dia é que a OIE acabou de liberar todosos Estados brasileiro que tinham sido bloqueados em 2005",disse Stephanes em evento a empresários em São Paulo. Os dez Estados são Bahia, Espírito Santo, Goiás, MatoGrosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo,Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal. Segundo o ministro, o Estado de Mato Grosso do Sul, ondeocorreram os primeiros focos da aftosa naquele ano, ainda estásendo avaliado pela OIE. De acordo com Stephanes, a OIE requisitou mais informaçõessobre o Mato Grosso do Sul que deverão ser encaminhadas aoórgão para que venha a ocorrer a recuperação do status de livrede aftosa com vacinação em um período de dois meses. Em entrevista a jornalistas, ele não entrou em detalhes sea decisão do comitê científico ainda precisaria ser aprovadapelo plenário da organização, o que normalmente acontece. O ministro evitou falar sobre eventuais ganhos nasexportações brasileiras na medida em que são os importadoresque determinam se um país está apto a vender determinadoproduto, mas ressaltou que a recuperação do status certamentequalificará o Brasil para ganhar mercados. "Não tem ganhos financeiros no momento, por uma razão muitosimples: a demanda está tão aquecida em nível mundial que,daqui a pouco, não teremos mais boi para exportar. Mas isso nosdá perspectivas a médio e longo prazo, porque a nossa produçãode carne está aumentando", detalhou. O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, mantevea liderança apesar de embargos determinados por dezenas depaíses, redirecionando suas exportações a partir de Estados quenão tiveram seu status afetado pelos casos de febre aftosa. No entanto, algumas regiões sentiram fortemente osembargos, como no caso de São Paulo, que antes da febre aftosano Mato Grosso do Sul e no Paraná liderava as exportações doproduto in natura. Para o ministro, a nova condição sanitária mostrainvestimentos do Brasil no setor de defesa animal e vegetal eque o país estará apto a dar respostas imediatas no caso dehaver novos focos de aftosa. Ele lembrou que as exportações brasileiras para a UE, blocoque compra os melhores e mais caros cortes, está aberto para oproduto nacional, apesar de haver limitações no número defazendas habilitadas para ter a carne exportada. "O importante é que ele (o mercado europeu) esteja abertono sentido de não passar a imagem ao mundo de que o Brasil temrestrições sanitárias para a UE", disse Stephanes,acrescentando que, ao longo do ano, um número maior depropriedades deve ser habilitada, o que permitirá maioresvolumes exportados. No início do ano, a UE chegou a vetar totalmente asexportações nacionais, diante do descumprimento de exigênciasdo bloco pelo governo brasileiro.

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