Covid-19

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Estados Unidos cortam 701 mil postos de trabalho em março e taxa de desemprego sobe a 4,4%

Economia americana sente os efeitos da pandemia do novo coronavírus, causador da covid-19

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2020 | 09h57
Atualizado 03 de abril de 2020 | 10h01

Os Estados Unidos cortaram 701 mil empregos em março, evidenciando os primeiros efeitos da pandemia de coronavírus na maior economia do mundo, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pelo Departamento do Trabalho. O resultado veio bem aquém da expectativa de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que previam geração de 50 mil vagas à eliminação de 300 mil postos de trabalho, com mediana de 100 mil.

A taxa de desemprego saltou de 3,5% - o menor nível em cinco décadas - em fevereiro para 4,4% em março. Neste caso, a projeção era de aumento da taxa a 3,8%. Os números de criação de postos de trabalho dos dois meses anteriores foram revisados: o de fevereiro, de 273 mil para 275 mil, e o de janeiro, de 273 mil para 214 mil.

O salário médio por hora dos trabalhadores aumentou 0,39% em março ante fevereiro, ou US$ 0,11, para US$ 28,62 por hora. Na comparação anual, o acréscimo foi de 3,1%. Analistas esperavam ganhos menores, de 0,20% na comparação mensal e de 2,9% no confronto anual. Apenas o setor privado dos EUA eliminou 713 mil empregos em março, enquanto o governo criou 12 mil vagas.

Já a fatia da população dos EUA que participa da força de trabalho recuou de 63,4% em fevereiro para 62,7% em março.

As informações sobre desemprego saem no dia seguinte à divulgação sobre pedidos de auxílio desemprego nos EUA, que bateu recorde. No país, atual epicentro da pandemia, mais de 10 milhões de pessoas entraram com o pedido do benefício em março.  

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