Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

Estados Unidos entram na OMC contra China e União Europeia

Governo Trump entrou com queixas contra chineses, europeus e mais três países; americanos questionam tarifas

Gabriel Bueno da Costa, com agências internacionais, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2018 | 11h56

O confronto entre gigantes do comércio global foi parar na Organização Mundial de Comércio (OMC). Os Estados Unidos entraram nesta segunda-feira, 16, na OMC com queixas separadas contra China, União Europeia, Canadá, México e Turquia. O país questiona as tarifas impostas em retaliação à decisão do governo do presidente Donald Trump de impor tarifas à importação de aço e alumínio.


O argumento usado pelos americanos para essas tarifas foi a proteção dos interesses à segurança nacional. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA argumenta que as tarifas do país ao aço e ao alumínio são "justificadas no âmbito dos acordos internacionais", porém as retaliações "são completamente sem justificativa" sob essas regras.

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O representante de Comércio americano, Robert Lighthizer, critica no comunicado a decisão dos parceiros, dizendo que ela prejudica fazendeiros, empresas e trabalhadores americanos. "Os Estados Unidos adotarão todas as medidas necessárias para proteger nossos interesses e pedimos a nossos parceiros comerciais que trabalhem de modo construtivo conosco sobre os problemas criados pelo excesso de capacidade massivo e persistente nos setores de aço e alumínio", afirma a autoridade.

Mais cedo, o Ministério do Comércio da China também entrou com uma reclamação na OMCrganização Mundial do Comércio (OMC) em relação à lista de tarifas propostas por Washington sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

O governo chinês havia informado na semana passada que o país abriria imediatamente uma reclamação na OMC contra o unilateralismo dos Estados Unidos.

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As imposições incluem itens como roteadores, móveis e bolsas. A China reagiu duramente ao anúncio do governo do presidente americano, Donald Trump, acusando os EUA de tomar medidas sem base na legislação internacional.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve as projeções de crescimento global para este e o próximo ano em 3,9%, mas alertou que a escalada da tensão comercial é "a maior ameaça de curto prazo" para o Produto Interno Bruto (PIB) global, citando barreiras impostas pelos Estados Unidos e as respostas de outras nações.

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