Estaleiro coreano quer participação no Atlântico Sul

O estaleiro coreano Samsung está de olho em uma participação em torno de 10% do capital acionário do estaleiro Atlântico Sul (AES), hoje dividido entre as construtoras Camargo Correa e Queiroz Galvão, em parceria com o grupo PJMR, ex-sócio da norueguesa Aker no Brasil.O Samsung hoje já é em parte parceiro do AES, pois é o responsável pela contrapartida técnica para a construção dos dez navios do tipo Suezmax, encomendados pela Transpetro, no valor de US$ 1,2 bilhão. A exigência da Transpetro de um parceiro técnico internacional se deu por conta da inexperiência do AES - que sequer tinha instalações físicas na época da licitação - no setor de construção naval.Instalado no porto de Suape, em Pernambuco, em uma área de 28 milhões de metros quadrados, o AES já duplicou sua área de construção, aumentou os investimentos de US$ 670 milhões para US$ 1,2 bilhão, e a capacidade de corte de aço de 100 mil chapas para 150 mil chapas desde que começaram as obras de terraplenagem no local há quase um ano.Os rumores sobre a intenção do Samsung por enquanto são extra-oficiais. O presidente do EAS, Paulo Haddad, nega que qualquer negociação tenha ido adiante, mas segundo fontes do mercado a negociação estava ainda apenas dependendo de acertos financeiros em torno da troca de ações. Segundo apuração da reportagem, cada uma das construtoras cederia 5% ao Samsung para a nova composição.Hoje, além dos dez navios para a Transpetro, o AES tem ainda a encomenda de parte da plataforma P-55 da Petrobras - no valor de US$ 385 milhões. Além disso, recebeu também a encomenda de dois navios do tipo VLCC, por parte da Noroil, no valor de US$ 430 milhões, que serão também afretados à Transpetro.As primeiras obras, no entanto, serão mesmo as dos navios Suezmax, da Transpetro, que começam a ter seu aço cortado a partir de junho. O aço foi importado diretamente pela Transpetro da siderúrgica Azozstal, pertencente à holding Metinvest, da Ucrânia.

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