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‘Estamos bastante animados para os próximos dois anos’, diz consultoria Retail Consult

Segundo Pedro Ribeiro, presidente para América Latina da consultoria, a disposição dos empresários do varejo brasileiro para investir em tecnologia começou a mudar

Márcia de Chiara, O Estado de S. Paulo

21 de outubro de 2019 | 05h00

A disposição dos empresários do varejo brasileiro para investir em tecnologia começou a mudar, segundo Pedro Ribeiro, presidente para América Latina da consultoria portuguesa Retail Consult. Quando a consultoria desembarcou no País em 2013 atraída pelo potencial do varejo, a economia brasileira estava na antessala da recessão e o comércio não estava fazendo grandes investimentos. No último ano, porém, o quadro ficou completamente diferente. O consultor constatou crescimento no número de varejistas fazendo consultas e pedindo informações para a implantação de projetos de soluções digitais e softwares. “Estamos bastante animados para os próximos dois anos”, diz Ribeiro.

Qual a trajetória da empresa no País?

Decidimos abrir um escritório em Curitiba (PR) em 2013, atraídos pelo potencial de negócios, pela oferta de mão obra especializada e pelo fato de falarmos a mesma língua. Mas naquela época todo mundo segurou investimentos para ver se as reformas iriam passar ou não, se o câmbio iria estabilizar, porque geralmente os investimentos em tecnologia envolvem cifras elevadas. Com isso, entre 2013 e 2016, começamos a desenvolver outros mercados da América Latina a partir do Brasil. No último ano, estamos vendo maior interesse dos varejistas, pesquisando, pedindo informações para a implantação de projetos. Estamos bastante animados para os próximos dois anos, 2020/21.

O Brasil está atrasado em tecnologia aplicada no varejo?

O uso da tecnologia nos 50 maiores varejistas do Brasil está em pé de igualdade com o resto do mundo. Os demais ainda precisam passar por um período de maturação. Eles estão um pouco mais atrasados do que o resto do mundo em tecnologias digitais e processos. Não se trata de um atraso pejorativo. Isso ocorreu porque os negócios ficaram represados em razão da crise. Para as companhias de software e para nós, é uma ótima oportunidade. Podemos entrar e agregar valor.

Com avanço da tecnologia, qual será o futuro do varejo e o varejo do futuro?

A tecnologia está virando uma commodity. Tem máquina mais parruda, mais barata, com maior capacidade de processamento. Com isso, a informação para tomada de decisão fica mais nivelada entre todos. Na nossa visão, a tecnologia não vai substituir o varejo como tal. Temos ainda muita dependência da loja física. A experiência do cliente de ir à loja, a fidelização e a gestão de categoria não serão substituídos. O mobile, o e-commerce, o marketplace têm papel fundamental, mas o coração do varejo não muda

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