Andrew Kelly/Reuters
Andrew Kelly/Reuters

Dilma mostra preocupação com escalada do dólar

Durante reunião com o G-4, presidente afirmou que governo terá "posição firme e clara" em relação às oscilações da moeda norte-americana

Altamiro Silva Junior, correspondente, e Tânia Monteiro, enviada especial, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2015 | 11h57

NOVA IORQUE - A presidente Dilma Rousseff comentou, em entrevista a jornalistas neste sábado, 26, a disparada recente do dólar no Brasil. Ela afirmou que o País tem reservas suficientes para lidar com a situação e, ao mesmo tempo, chamou atenção para a questão das dívidas das empresas na moeda norte-americana. De acordo com Dilma, o governo está pronto para agir.

"A questão do dólar é algo que o Brasil hoje tem reservas suficientes para que nós não tenhamos nenhuma problema em relação a nenhuma 'disruptura' por conta do dólar. Estamos extremamente preocupados, porque tem empresas endividadas em dólar", disse, após participar de reunião com G-4, grupo formado por Alemanha, Japão, Índia e Brasil e que defende mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

A presidente afirmou ainda que o governo "terá posição bem clara e firme" em relação às oscilações do dólar, "como foi essa que o Banco Central teve ao longo da semana". O dólar chegou a superar os R$ 4,24 ao longo dos negócios na quinta-feira, em máxima histórica desde a criação do Plano Real, em 1994. O presidente do BC, Alexandre Tombini, declarou no mesmo dia que a autoridade monetária poderia agir e citou o uso de reservas, o que acalmou o mercado. "As reservas podem e devem ser utilizadas", disse ele.

Questionada pelos jornalistas sobre outros temas, como a situação política no Brasil e as discussões com o PMDB, Dilma preferiu não fazer comentários. "Vocês vão ter assunto a semana que vem inteira sobre essa questão", limitou-se a dizer. 

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