Estamos numa situação de crise profunda, diz ministra

Christine Lagarde afirma que está tentando restaurar a confiança entre as instituições financeiras

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

08 Outubro 2008 | 09h57

A ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, classificou como "profunda" a atual crise desencadeada pelo colapso dos mercados mundiais. Em entrevista à rádio francesa RTL, Lagarde disse nesta quarta-feira que, para resolver a situação, a confiança deve ser restabelecida, já que as instituições financeiras não estão fazendo empréstimos umas às outras, o que é uma prova da profunda desconfiança entre elas.   "O que nós estamos tentando fazer é restaurar a confiança entre as instituições financeiras", afirmou a ministra. "O importante é que isso precisa ser feito de uma maneira coordenada", acrescentou. Os europeus "não deixarão que as instituições financeiras fracassem", insistiu Lagarde. "Os países da Europa tomarão as medidas necessárias".   "O que tem sido trágico, de uma certa maneira, é a decisão de Henry Paulson (secretário do Tesouro dos Estados Unidos) de deixar o Lehman Brothers (banco de investimos norte-americano) pedir concordata", disse a ministra.   O Lehman Brothers deve ter sido mal administrado, admitiu Lagarde, porém o socorro ao banco teria enviado um sinal importante para o setor financeiro, observou. "Quando você deixa um (banco) fechar, o risco é que outros não saibam qual é a contraparte e sua exposição... Quando você deixa uma peça do dominó cair, o resto pode desabar."   "Do ponto de vista do equilíbrio financeiro global, permitir a concordata do Lehman Brothers foi um verdadeiro erro", destacou a ministra. Em relação a um pacote de socorro europeu, ela disse que isso ainda não está na agenda porque, ao contrário dos EUA, o mercado financeiro europeu é fragmentado. Mas tal plano nunca pode ser descartado, observou.   Ela também reiterou que o crescimento da economia francesa dever ficar em torno de 1% neste ano. As informações são da Dow Jones.

Mais conteúdo sobre:
Crise mundial

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.