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'Estamos pondo o que a terra está pedindo'

Até a semana passada, o produtor Evandro Adeli Graeff tinha plantado apenas 60 dos 3 mil hectares de soja que pretende semear nesta safra em Sapezal. O município fica no oeste do Mato Grosso, Estado que responde por um terço da soja colhida no País. "Estou esperando a próxima chuva", disse.

O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2013 | 02h13

Apesar do recuo do câmbio nas últimas semanas, Graeff está apostando firme na produção e pretende colher nesta safra 60 sacas de soja ou 3.600 quilos por hectare. Na última safra conseguiu 53 sacas por hectare ou 3.180 quilos.

Para atingir essa meta, ele não está medido esforços. "O que a terra está pedindo, nós estamos colocando", afirmou. Ele contou que tem investido alto nos últimos anos. "Compramos variedades novas de sementes, adubamos um pouco acima da média da região, fizemos agricultura de precisão no ano passado e neste ano vamos fazer também", afirmou.

Agricultura de precisão consiste num sistema de plantio no qual cada talhão de terra recebe adubação, correção de solo e defensivos na medida certa. Depois de fazer uma espécie de radiografia da área, o solo recebe a quantidade exata de nutrientes que precisa, com ajuda de um GPS.

Graeff explicou que, como a agricultura de precisão representa um gasto adicional de R$ 35 por hectare, ele decidiu usar essa técnica em um terço da área total plantada a cada safra. "Essas tecnologias novas se pagam facilmente."

Os investimentos crescentes na produção dão a medida do bom desempenho da soja nos últimos tempos. Na semana passada, a saca de grão na região era vendida a US$ 22. Em 2012, chegou a US$ 27,60.

"Faz dois anos que conseguimos plantar com recursos próprios. Não precisamos pegar dinheiro no banco", disse o agricultor, que renovou em 2012 parte das máquinas. /M.C.

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