'Estão aptos a desenvolver e homologar aeronaves'

Segundo o coordenador da graduação em engenharia aeronáutica da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), Eduardo Morgado Belo (foto abaixo), a graduação capacita os alunos para a elaboração de projetos e desenvolvimento de aeronaves. "O Brasil é dos poucos países capazes de executar as fases de desenvolvimento de uma aeronave."

CRIS OLIVETTE, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2014 | 03h14

Ele diz que o projeto pedagógico do curso segue um conjunto de atividades que estão embasadas em ciência clássica e educação geral. "Eles são estimulados a aprender a aprender, trabalhar em equipe, enfrentar problemas e atuar de forma multidisciplinar. Além disso, adquirem consciência ambiental e ética."

Belo afirma que a grade curricular dos cinco anos da graduação é dividida entre básico, profissional geral e específico. "Os laboratórios didáticos de aerodinâmica experimental, aeroelasticidade, aerodinâmica computacional, elementos finitos, manutenção e projeto de aeronaves, estão entre os mais avançados e proporcionam a realização de atividades práticas de alto nível."

Segundo ele, depois de formados, esses profissionais encontrarão um mercado de trabalho aquecido e estarão aptos a atuar na construção e homologação de aeronaves. "Isso inclui desde balões e dirigíveis a aviões, helicópteros e foguetes." Belo diz que o engenheiro aeronáutico pode atuar, ainda, na manutenção, operação, reparos e modificações de frotas de aviões, seja na indústria aeronáutica, ou em empresas de transporte aéreo. "Além disso, podem trabalhar no desenvolvimento científico e tecnológico tanto em empresas quanto em universidades."

O professor afirma ser recomendável que os interessados em fazer a graduação tenham aptidão por matemática, física e computação. "Também devem gostar de desafios e de realizar trabalho em grupo."

O aluno do nono semestre da EESC-USP, Breno Martins, de 23 anos, está estagiando na área de soluções de suporte e serviços da aviação executiva da Embraer, no programa chamado Embraer Executive Care - EEC. "No dia a dia de trabalho participo do desenvolvimento de correções e melhorias de processos relacionados à manutenção das aeronaves. Também faço relatórios financeiros que são utilizados na análise de desempenho do programa. Além disso, também tenho liberdade para atuar em outros projetos da área."

O estudante diz que desde pequeno é fascinado por máquinas. "Assim como boa parte dos colegas de faculdade, adorava desmontar brinquedos para construir novos. No ensino fundamental, minha matéria preferida sempre foi matemática, dividindo o posto, no ensino médio, com física. Tais interesses, deixaram a carreira de engenheiro bem determinada desde cedo."

Segundo ele, a paixão por aviação foi despertada aos poucos, através de programas de TV. "Quando descobri a engenharia aeronáutica, tive certeza sobre qual carreira seguir."

Ele conta que no trabalho várias coisas o cativaram. "Além de ter colegas que sempre estão dispostos a me ajudar, percebi que minha opinião é sempre ouvida e analisada. Também estou feliz pelo conhecimento que estou adquirindo a cada dia."

Breno diz acreditar que terá um futuro promissor. "Primeiro porque estou tendo uma formação de nível elevado. Sem falar na bagagem que estou adquirindo no estágio. Os produtos desenvolvidos pela Embraer brigam em qualidade com os melhores disponíveis no mercado mundial."

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