'Estão com saudade de ganhar com juro', diz Mantega

Para o ministro da Fazenda, o tom de alerta do relatório de inflação do Banco Central não se justifica

Beatriz Abreu e João Bosco Rabello, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2009 | 23h50

No auge do otimismo com os números da economia brasileira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez um parêntese no seu entusiasmo, ontem, para contestar com veemência a projeção do mercado de um novo aumento na taxa de juros. Para ele, o tom de alerta do relatório de inflação do Banco Central não se justifica e a chamada "leitura do mercado" é produzida "pelos que têm saudade dos tempos de especulação".

 

Mantega disse que entre a postura preventiva do diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita, e a projeção do presidente da instituição, Henrique Meirelles, de um 2010 com inflação sob controle, fica com o último. "Se você olhar a declaração do Meirelles no fim de semana - e o que vale é a opinião dele -, ele diz que podemos crescer ano que vem 5% com inflação sob controle."

 

Em entrevista à Agência Estado, Mantega disse que as desonerações acabam dentro do cronograma original (junho de 2010), exceção para a isenção do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para bens de capital, que será incorporada definitivamente. A taxação de capital estrangeiro na bolsa e no mercado financeiro permanecerá e um futuro governo de Dilma Rousseff manterá a política econômica do atual em seus fundamentos. "O que haverá é um aperfeiçoamento, mais sofisticação, mas o princípio de uma política de crescimento e desenvolvimento não mudará".

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