DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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'Estão se antecipando ao inimigo', diz Mourão sobre embargo saudita

O presidente em exercício comentou o veto da Arábia Saudita à carne de frigoríficos brasileiros

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2019 | 19h34

BRASÍLIA - O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta terça-feira, 22, que não haveria motivo para um embargo saudita à carne de frigoríficos brasileiros por causa da intenção do presidente Jair Bolsonaro de mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém.

"A embaixada não está mudada ainda, o pessoal está se antecipando ao inimigo", declarou Mourão, quando perguntado se a suspensão seria uma retaliação.

Das 30 plantas brasileiras que estavam exportando carne de frango do Brasil para a Arábia Saudita, cinco foram descredenciadas. Mourão desviou de comentar se de fato a embaixada será alterada. "Vamos aguardar."

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, também se manifestou sobre o caso. Ao Estadão/Broadcast, disse que não dá para saber se a decisão da Arábia Saudita de descredenciar cinco plantas brasileiras a exportar carne de frango ao país "teve viés ideológico".

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