J.F. Diorio/Estadão
J.F. Diorio/Estadão

Estatais de logística serão unificadas até o fim de 2020

Segundo o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, na fusão de Valec, Infraero e EPL não haverá demissões

Fernanda Nunes/RIO, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2019 | 14h29
Atualizado 11 de novembro de 2019 | 18h15

Correções: 11/11/2019 | 18h15

As estatais do segmento de logística Valec, Infraero e EPL poderão ser unificadas e transformadas em uma única até o fim de 2020, segundo o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Também está em andamento a fusão dos fundos de pensão de empresas ligadas à sua pasta, disse ele.

"A gente vê que existe alguma superposição entre as atividades dessas empresas. A gente pode, eventualmente, ter essas atividades em uma empresa só, um área administrativa só, uma possibilidade de ter mais eficiência e menos custo. Mas é uma coisa muito embrionária que está começando agora", disse o ministro, acrescentando que os funcionários das três estatais serão aproveitados. Não haverá demissões.

O principal desafio para a integração das estatais é definir o desenho da nova empresa. Esse período de estudo deve durar de seis a oito meses. Mas, para concluir a fusão não haverá dificuldade. A expectativa é que essa fase seja concluída rapidamente.

"Como o governo é acionista de todas elas (das três estatais), a fusão é uma decisão de assembleia em que o governo é o acionista. Então é muito fácil. A operacionalização é simples, rápida. Difícil é a gente estudar e verificar o melhor modelo", afirmou Freitas, que participa de evento promovido pela Câmara Espanhola de Comércio no Brasil.

O ministro negou a notícia de que um desentendimento com a ala militar do governo tenha motivado a substituição do presidente da Valec. A saída do general Marcio Velloso Guimarães foi anunciada na última sexta-feira. Em seu lugar, assumirá Rafael Castello, atual assessor da diretoria de Mercado de Capitais e Crédito Indireto para Privatizações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Não tem nada disso. Isso é bobagem. Não há ala militar, isso é uma piração", contestou. Segundo ele, Castello foi escolhido pela sua experiência no setor privado. "Ele é graduado no IME [Instituto Militar de Engenharia], como eu. É um cara que foi executivo da Samsung, esteve na Coreia como executivo, participou da reestruturação da Gafisa, hoje está no BNDES. Tem densidade para explorar vocações que a Valec tem", acrescentou.

Correções
11/11/2019 | 18h15

A matéria publicada às 14h29 continha uma incorreção. Ainda não há certeza se a fusão das empresas estatais Valec, Infraero e EPL, comentada pelo ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ocorrerá até o fim de 2020. A conclusão da fusão dentro desse prazo ainda é uma possibilidade.

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