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Estatais desequilibram a competição em leilões, diz Light

De acordo com presidente da empresa, Estado 'não pode usar suas empresas para turbinar determinados grupos'

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

10 de outubro de 2007 | 15h54

O presidente da Light, José Luiz Alquéres, disse nesta quarta-feira, 10, que a Light só vai participar do leilão do Complexo do Rio Madeira se houver plenas condições de competição. De acordo com o executivo, isso ocorreria se a participação das estatais só acontecesse em um segundo momento, depois da disputa para a escolha de um consórcio privado. "Não pode o Estado usar suas empresas para turbinar determinados grupos", disse. Segundo Alquéres, as estatais "desequilibram" a competição. Ele comentou também que há diferenças entre as empresas estatais do setor elétrico. Ele citou que a Eletronorte, por exemplo, não gera muitos recursos e depende de repasses da holding Eletrobrás, enquanto Furnas tem "enorme geração de recursos próprios". Para Alquéres, "será uma grande vitória para o Brasil se as estatais participarem só em um segundo momento". Ele acredita que a disputa, nas condições atuais em que as estatais participariam dos consórcios, não está equilibrada. Usina de Itaocara  Em entrevista após participar do Seminário sobre Recuperação de Empresas promovido pela Apimec e Veirano Advogados, o executivo informou também que a Light está providenciando o licenciamento ambiental para a construção da usina hidrelétrica de Itaocara. O investimento previsto é de R$ 600 milhões. A Light também vai investir em duas pequenas centrais hidrelétricas no Rio (Paracambi e Lajes). A usina de Paracambi tem investimento de R$ 100 milhões e tem um pedido de apoio já feito ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Já a usina de Lajes tem investimento previsto de R$ 20 milhões.  Setor de gás  Alquéres disse ainda que todas as distribuidoras de gás, assim como todas as petroquímicas, estão "incomodadas com a Petrobras". Ele disse que a Light não tem intenção de entrar no setor de gás, devido à concentração deste setor nas mãos da Petrobras.

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