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Estatais dominam leilão de linhas

Empresas do Grupo Eletrobrás arremataram 7 das 12 linhas de transmissão de eletricidade ofertadas

Kelly Lima, RIO, O Estadao de S.Paulo

09 de maio de 2009 | 00h00

A Eletrobrás foi a grande vencedora do leilão de linhas de transmissão de energia realizado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As empresas controladas pela estatal arremataram, sozinhas ou em consórcio, 7 dos 12 lotes ofertados, que deverão demandar investimentos da ordem de R$ 1,787 bilhão.Os recursos serão desembolsados nos próximos dois anos na construção de novas linhas nos Estados do Acre, de Alagoas, da Bahia, de Goiás, de Mato Grosso, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, do Rio Grande do Sul, de Rondônia e de São Paulo. No total, as subsidiárias da Eletrobrás arremataram 2,278 mil quilômetros de linhas, que correspondem a 92,42% do total em disputa.O ágio médio no leilão foi de 20%, uma melhora em relação à média do último leilão, de 7%, mas uma significativa queda em relação aos primeiros leilões, onde o deságio chegava a 40%. Das subsidiárias da Eletrobrás, apenas a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), que atua no Nordeste, disputou sozinha os dois lotes que arrematou.A Eletronorte e Furnas, que levaram três e dois lotes, respectivamente, formaram parcerias com grupos nacionais e espanhóis e não foram as operadoras nos consórcios em que participaram, apesar de terem uma participação individual de 49%, superior aos demais sócios. De acordo com o diretor de Finanças da Eletronorte, Adhemar Palocci, nos próximos dois anos será investido R$ 1 bilhão na construção das linhas - as maiores ofertadas no leilão - arrematadas pela companhia.O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o principal agente financiador, mas também haverá participação da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) no escopo do financiamento.Segundo Palocci, as parcerias compostas pela Eletronorte com empresas espanholas e brasileiras foram "preponderantes para a apresentação de um preço eficiente". O fato de a Eletrobrás não ser a acionista majoritária dos consórcios levou o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, a afirmar que "houve uma forte participação de grupos privados no leilão". O secretário reagiu indignado ao ser indagado sobre a presença maciça da estatal nas propostas vencedoras. "Isso não existe. As estatais sempre participam em consórcios minoritários". Zimmermann também negou que houve influência da crise na participação das companhias estrangeiras no leilão. Ele destacou que a maior parte do financiamento será feita pelo BNDES. Além do Grupo Eletrobrás, também teve participação expressiva a Companhia de Transmissão de energia Elétrica Paulista (CTEEP), que tem capital colombiano. O presidente da CTEEP, César Ramirez, disse que o investimento no Brasil é uma prioridade da empresa."O mercado brasileiro trabalha com previsões de demanda bastante seguras, o que torna o sistema de transmissão bastante eficiente", disse o executivo.

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