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Estatais uruguaias e paraguaias abrem capital

As empresas estatais no Uruguai e Paraguai, que resistiram praticamente incólumes à onda de privatizações dos anos 90 na América do Sul, agora estão planejando abrir seu capital para contar com sócios privados. Paradoxalmente, as medidas de abertura estão sendo tomadas - tanto em Montevidéu como em Assunção - por governos críticos do neoliberalismo, com posições de centro ou centro-esquerda.O governo do presidente Tabaré Vázquez anunciou que antes do dia 15 de setembro começará a avaliar o "trabalho metodológico" para implementar uma "Reforma do Estado". O plano inclui a possibilidade de que as empresas estatais - responsáveis por 7% da receita da economia - possam abrir-se aos capitais privados. O objetivo é modernizar os serviços públicos uruguaios, mas sem chegar ao ponto de implementar uma privatização total, já que a opinião pública uruguaia apóia a permanência dessas empresas como estatais. O assunto é tratado com delicadeza entre os partidos políticos.No Uruguai permanecem em mãos estatais o refinamento de combustíveis (a maior rede de postos de gasolina é da estatal Ancap), a produção de cimento e até a fabricação da principal marca uruguaia de uísque, o Mac Pay. A maior parte da telefonia também está em mãos do Estado uruguaio. A modalidade mista está sendo vista como uma fórmula para o futuro das estatais. O caso que está sendo tomado como exemplo é o da empresa Aguas da Costa, que em 1997 havia sido privatizada. Durante o período privado, foi administrada pela francesa Suez. Mas, em 2004, o Estado uruguaio voltou a controlar a empresa de tratamento e distribuição de água, com a posse de 60% das ações. Os restantes 40% está em mãos de capitais privados uruguaios.O plano de reestruturação, segundo o governo Vázquez, começaria a ser implementado em setembro de 2007.ParaguaiO governo do presidente paraguaio, Nicanor Duarte Frutos, prevê iniciar o processo de abertura de capital em pelo menos duas grandes empresas estatais locais até dezembro deste ano. O plano de abertura é um dos pontos pactuados entre Duarte Frutos e o Fundo Monetário Internacional (FMI).O plano inclui a abertura de capital da Indústria Nacional de Cimento (IMC), que contaria com um acionista privado até o final de 2007. O governo estuda a possibilidade de que este privado fique a cargo da administração da empresa, enquanto que o Estado ficaria com os ativos.No caso da Empresa de Serviços Sanitários do Paraguai (Essap), a companhia de tratamento e distribuição de água, a idéia é a de que os privados participem por intermédio da terceirização de serviços. As duas empresas enfrentam uma delicada situação financeira.

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