Estatal compra refinaria no Texas

Metade da unidade havia sido adquirida em setembro, e os 50% restantes serão incorporados ainda este mês

Irany Tereza, RIO, O Estadao de S.Paulo

20 de dezembro de 2007 | 00h00

O diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, afirmou que ainda este mês deve ser fechada a compra de 100% da Refinaria Pasadena Refining System Inc (PRSI), no Texas. Em setembro do ano passado, a estatal brasileira adquiriu 50% da refinaria, por US$ 350 milhões, e passou a administrá-la em conjunto com a belga Astra Oil Trading NV. Costa, que disse faltarem apenas "alguns detalhes" para o fechamento do negócio, não revela o valor da compra atual. Mas estimativas de mercado apontam para uma cifra em torno de US$ 370 milhões. Costa informou que, assim que a compra da unidade for efetivada, serão iniciados investimentos para aumentar a capacidade de refino dos atuais 150 mil para 250 mil de barris/dia, com prioridade para o processamento do óleo produzido pela Petrobrás. O diretor da Área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, confirmou as negociações, mas não o fechamento do acordo para ainda este mês. Segundo ele, os Estados Unidos serão o principal alvo dos investimentos internacionais da estatal nos próximos quatro anos, com a destinação de cerca de US$ 4,5 bilhões. "Os Estados Unidos são o nosso principal foco internacional atualmente", disse Cerveró. O objetivo principal da Petrobrás é processar, também nas unidades de refino internacionais, o petróleo que ela produz no Brasil e no exterior. O óleo extraído dos campos nacionais ainda é formado principalmente por petróleo pesado, menos rentável no mercado.Segundo Costa, em média, o petróleo pesado brasileiro tem cotação de US$ 10 a U$ 12 inferior ao tipo Brent, referência internacional, hoje em torno de US$ 91.Recentemente a Petrobrás adquiriu uma unidade de refino no Japão. Agora, além do mercado americano, a estatal estuda a possibilidade de outra refinaria, desta vez na Europa. No Brasil, o plano é elevar em 850 mil barris/dia a capacidade de refino nacional até 2014, com a refinaria de Pernambuco (uma parceria com a venezuelana PDVSA), o pólo petroquímico do Rio e uma nova refinaria premium, com capacidade para 500 mil barris/dia, ainda sem sede definida. A descoberta de grande volume de óleo leve na camada de pré-sal, em Tupi, fizeram com que a estatal reavaliasse o planejamento da refinaria, originariamente para óleo pesado, que agora deve ser projetada para processar óleo leve.

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