Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Petrobrás deve investir menos de US$ 20 bi este ano

Empresa desistiu de anunciar novo plano de negócios, mas quer gastar menos do que havia projetado em junho

Mônica Ciarelli, Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2015 | 05h00

RIO - A Petrobrás decidiu arquivar o projeto de anunciar uma revisão do seu plano de negócios para este ano, apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Todo o esforço de planejamento do comando da estatal agora mira a elaboração de um novo orçamento para 2016, com a revisão das premissas de câmbio e preço do barril de petróleo.

Mesmo sem um novo plano formal para este ano, a diretoria quer cortar investimentos. A intenção é manter os desembolsos abaixo de US$ 20 bilhões, cifra inferior aos US$ 29 bilhões projetados em junho.

Para o ano que vem, o investimento será ajustado a um dólar médio de R$ 3,80 e uma cotação média do barril de petróleo de US$ 55. Valores bem diferentes dos apresentados em junho, quando a estatal anunciou o plano de negócios 2015-2019. Na época, a companhia esperava trabalhar em 2016 um câmbio de R$ 3,26 e um barril de petróleo de US$ 70.

Os números foram apresentados pela diretoria na última reunião do conselho de administração, a primeiro comandada por Nelson Carvalho, que substituiu Murilo Ferreira, presidente da Vale. Ferreira pediu licença, até novembro, da presidência do conselho.

Cenário incerto. A revisão do orçamento para 2016 reflete o cenário de incertezas da economia e da indústria do petróleo. A disparada do dólar compromete o caixa da Petrobrás, que tem cerca de 80% de sua dívida atrelada à moeda americana. No terceiro trimestre, o endividamento aumentou em R$ 100 bilhões – a dívida total da companhia beira R$ 500 bilhões.

A estatal sente os reflexos da queda no preço do petróleo, hoje negociado a patamares bem inferiores aos US$ 100 por barril do passado recente.

Para reduzir o investimento neste ano, a diretoria não precisa do aval do conselho, que já aprovou um valor máximo de gastos, de US$ 29 bilhões.

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