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Estatal do pré-sal é 'enxuta', diz Lobão

Presidente da PPSA toma posse e diz que objetivo será 'maximizar os benefícios da exploração do pré-sal'

Anne Warth, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2013 | 02h03

BRASÍLIA - O presidente da estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), Oswaldo Pedrosa, afirmou ontem que "o objetivo da empresa será maximizar os benefícios da exploração do pré-sal para todos os sócios". Com sede em Brasília, mas escritório central no Rio de Janeiro, onde ficarão os diretores, a estatal deve aprovar nos próximos meses seu regimento e orçamento, informou Pedrosa, empossado ontem no cargo pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

O contrato para exploração do Campo de Libra, o primeiro da camada do pré-sal leiloado no regime de partilha, deve ser assinado no início de dezembro. A PPSA terá 50% dos votos na maior parte das atividades que forem deliberadas pelo consórcio que vai explorar o campo.

Caberá também à PPSA a execução das atividades no campo e a contratação de uma empresa responsável pela comercialização da parte do petróleo que caberá à União. Segundo Pedrosa, ainda não foi definido de que forma essa empresa será contratada, mas é possível que seja por meio de licitação.

Durante a cerimônia de posse, Lobão reafirmou que a PPSA será uma "empresa enxuta, moderna e ocupada por representantes da mais alta competência". O ministro comparou o processo de escolha dos nomes para a empresa à "caça aos valores" feita pelo ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy.

"Ele foi bem-sucedido na caça que fez e, guardadas as devidas proporções, aqui também fizemos isso", afirmou. "Todos os nomes são revestidos de autoridade para o exercício dessas funções."

Meta fiscal. Lobão aproveitou a presença de Magda Chambriard, diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), para fazer uma brincadeira sobre o bônus de assinatura do Campo de Libra, de R$ 15 bilhões.

Segundo ele, Magda será uma das pessoas mais ricas do País durante o período em que os recursos estiverem com a ANP. Ele destacou, porém, que o Tesouro Nacional precisa desse dinheiro com "certa urgência".

De fato, o Tesouro Nacional vai contabilizar o bônus bilionário para atingir a meta fiscal de superávit primário, a economia para pagamento de juros da dívida. O uso do bônus ajudará a atenuar o rombo nas contas públicas causado pela política de desoneração de algumas indústrias e gastos maiores com termoelétricas no ano de 2013.

Além do presidente da estatal, tomaram posse ontem os diretores Antonio Claudio Pereira da Silva, para Administração, Controle e Finanças; Edson Yoshihito Nakagawa, para Gestão de Contratos; e Renato Marcos Darros de Matos, para a Diretoria Técnica e de Fiscalização.

Também assumiram os postos de integrantes do conselho de administração da empresa o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Martins Almeida, que presidirá o colegiado; a presidente da ANP e o ministro de Portos, Antonio Henrique Pinheiro Silveira.

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