Estatal francesa quer gerar energia elétrica no Brasil

A estatal francesa EDF está em busca de sócios para as atividades de geração de energia elétrica no Brasil, especialmente a térmica Norte Fluminense, instalada em Macaé, na região norte do Rio. Em entrevista à Agência Estado, o vice-presidente sênior da empresa, Bruno Lescoeur, disse que o grupo está "feliz" com a conclusão da operação de venda da Light para um consórcio de empresas brasileiras e agora quer "olhar para o futuro". Ele descartou, porém, a possibilidade de investimentos agressivos. "Somos prudentes. Será passo a passo, conforme a evolução dos negócios." A EDF manterá uma participação de 10% na Light e considera que a empresa vive "um bom momento", após os ajustes realizados nos últimos 18 meses.Além da térmica Norte Fluminense, uma das maiores do País e que tem contrato firme de fornecimento de energia elétrica para a Light, a EDF tem também participação em outra térmica, a Ibiritermo, em Minas Gerais, em parceria (50% para cada sócio) com a Petrobras. A estatal brasileira tem também participação de 10% na térmica Norte Fluminense.Outro projeto Além desses dois ativos, a EDF tem projeto de uma outra térmica no Estado do Rio, na cidade de Paracambi. A usina já tem o projeto pronto, já comprou as turbinas e conseguiu as licenças ambientais necessárias à operação. O problema é a falta de gás natural. Até hoje, segundo Lescoeur, a empresa não conseguiu firmar contratos firmes para o fornecimento de gás natural. Essa térmica já chegou a fazer parte do Plano Prioritário de Termelétricas (PPT), mas devido à falta do contrato acabou sendo descredenciada pelo governo. Lescoeur disse que não há uma preferência específica por determinados tipos de associados. "Estamos abertos a qualquer proposta", comentou.O executivo disse que "não adianta ficar olhando para o passado" e não quis comentar os prejuízos acumulados no Brasil com a participação na Light. Mas ressalvou que o grupo chegou à conclusão de que administrar uma empresa de distribuição de energia a longa distância não é uma tarefa simples. "Hoje vemos que é mais fácil concentrar os investimentos em geração. A 8 mil quilômetros fica muito difícil acompanhar o dia-a-dia de uma distribuidora", comentou.

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