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Estatal incorpora quatro subsidiárias do Comperj

Empresas tinham sido criadas para abrigar os sócios da estatal no investimento, uma das maiores obras do PAC

ANDRÉ MAGNABOSCO / SÃO PAULO, IRANY TEREZA / RIO, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2013 | 02h10

Uma semana após a presidente da Petrobrás, Graça Foster, anunciar mais um atraso no projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que já chegou a ser anunciado como a mais vultosa obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a estatal informou ontem ao mercado que vai incorporar as quatro subsidiárias que haviam sido criadas para abrigar os sócios da Petrobrás no investimento.

Quando criou essas empresas, a Petrobrás ainda trabalhava com a perspectiva de liderar todos os projetos do Comperj. Na época, pensava-se, por exemplo, que a Petrobrás seria sócia majoritária em todas as empresas e teria como sócios minoritários parceiros como a Braskem, na Comperj Poliolefinas, e a Oxiteno, na Comperj MEG.

Além das duas empresas, foram incorporadas a Comperj Participações e a Comperj Estirênicos. Em nota, a Petrobrás justificou a operação como um processo de simplificação da estrutura societária e reorganização do portfólio de participações petroquímicas.

No início do mês, em cerimônia de posse da nova diretoria da fábrica de fertilizantes da Petrobrás em Araucária (PR), Graça Foster anunciou que o Comperj só deve entrar em operação em agosto de 2016. O adiamento anterior do prazo previa o início do funcionamento da unidade em abril de 2015.

Quando o complexo foi projetado, em 2006, a Petrobrás anunciou que a refinaria estaria funcionando em 2011. Depois, adiou para 2012. Em seguida, para 2013. Mais tarde, para 2014.

Inicialmente orçada em US$ 8,4 bilhões, a obra já consumiu US$ 12,9 bilhões, como informou Graça Foster em recente apresentação para executivos financeiros.

A estatal não deu mais detalhes sobre as consequências da incorporação das diversas companhias criadas para gerir o Comperj, mas claramente a sua extinção significa que não há mais muita esperança em atrair sócios privados para as várias etapas da obra.

Idealizado para se transformar num grande polo petroquímico, com indústrias de primeira, segunda e terceira geração, o que significa que fabricaria de matéria-prima até plásticos, o Comperj cada vez mais se assemelha a pouco mais do que uma planta de refino.

A tecnologia revolucionária, que pretendia usar óleo pesado em vez de nafta na fabricação de resinas, foi a primeira alternativa abandonada.

Agora, o Comperj pretende fabricar matéria-prima petroquímica com o uso de gás.

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