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Estatal pede prazo para explorar áreas concedidas

A Petrobrás pediu à Agência Nacional do Petróleo (ANP) a prorrogação dos prazos exploratórios de 70 concessões adquiridas em licitações da agência. A empresa alega ter tido dificuldades não previstas para cumprir os prazos, como atrasos na obtenção de licenças ambientais e a escassez de sondas de perfuração. A medida, porém, é interpretada pelo mercado como um efeito da crise na estratégia da companhia: o deslocamento de recursos para desenvolver reservas já descobertas.A companhia não comenta o assunto. Na empresa, porém, a tese de revisão da estratégia é rechaçada. Parte das concessões, incluindo blocos com potencial no pré-sal, venceria no final do mês passado. A ANP, porém, pediu um prazo de 30 dias para avaliar o assunto e suspendeu a vigência dos contratos até o dia 23, quando deve emitir um parecer. Das 70 prorrogações solicitadas, porém, a ANP decidiu avaliar apenas aquelas que venceram em novembro e que estão em profundidades superiores a 1,2 mil metros. Mas a questão é polêmica: há no mercado quem veja relaxamento no cumprimento dos prazos pela companhia. Para especialistas, a empresa estaria, na prática, pedindo para manter as concessões por um período em que estará centrada em outros investimentos.Segundo os contratos, a Petrobrás tinha um período máximo de cinco anos para descobrir petróleo nas áreas, arrematadas entre 2003 e 2004 - o quinto ano só é concedido após a perfuração de um poço. Agora, a empresa quer mais quatro anos, mesmo que não tenha perfurado poços em alguns dos blocos. Além das dificuldades com licenças e sondas, a estatal alega que o pré-sal criou um novo paradigma exploratório no País, o que também dificultou o cumprimento dos prazos.O diretor da ANP Victor Martins informou que, se aceita, a prorrogação de prazos poderá ser estendida a outras empresas que têm problemas semelhantes.

Nicola Pamplona, O Estadao de S.Paulo

06 de dezembro de 2008 | 00h00

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