Estatal vai à Argentina para garantir turbina

Não bastasse o atraso crônico nas obras da hidrelétrica de Colíder e os riscos de ser alvo de uma multa milionária pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Copel ainda precisa dar fim ao imbróglio em que se meteu ao firmar um contrato com a empresa argentina Wind Power Energia (WPE), controlada da Impsa, para fornecimento de turbinas e todo equipamento eletromecânico da usina. No fim do ano passado, a WPE entrou com pedido de recuperação judicial no Brasil, por conta de dificuldades financeiras, com dívida superior a R$ 2 bilhões.

BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

19 Abril 2015 | 02h07

Em comunicado enviado à Aneel à qual o Estado teve acesso, a Copel relata a "deterioração da situação econômico-financeira" da WPE e o pedido de recuperação judicial registrado em dezembro na Vara Cível da Comarca de Cabo do Santo Agostinho, em Pernambuco. "Esses graves fatos evidenciam a elevada probabilidade de agravamento dos retardos causados por atos de terceiros e cujo dimensionamento ainda não se mostra inteiramente passível de fixação na implantação do empreendimento", declarou a Copel no documento, por meio de seu escritório de advocacia.

A situação entre as empresas é motivo de preocupação para Aneel, dado que, até o fim de março, apenas 13% dos trabalhos ligados à montagem eletromecânica da usina estavam concluídos.

Em resposta ao Estado, a Copel reconheceu os problemas com seu fornecedor e informou que, nos últimos dias, seu próprio presidente, Sergio Lamy, foi até a Argentina para tratar diretamente do assunto com a diretoria da Impsa.

Segundo a Copel, o que se busca, neste momento, é a manutenção do contrato e um novo cronograma para entrega de máquinas e execução dos serviços contratados. / A. B.

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