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'Estava na cara, né'

De acordo com economista especialista em contas públicas, Mansueto Almeida, decisão da S&P de retirar grau de investimento do País não foi surpresa

Mansueto Almeida, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2015 | 21h37

Na semana passada, eu falei para a The Economist e terminaram uma reportagem com uma declaração minha dizendo que era difícil entender como o Brasil ainda não tinha perdido o grau de investimento. Não há perspectiva de superávit. O governo manda um orçamento deficitário para o Congresso, com um rombo que varia entre de R$ 60 bilhões a R$ 80 bilhões, dependente de como você calcula o PIB (Produto Interno Bruto).

Para piorar: em pleno ajuste fiscal, tem a perspectiva de que a despesa no ano vai crescer R$ 104 bilhões. Isso é impressionante. Assim, o Brasil vai terminar este ano como o País emergente com a maior dívida do mundo, entre os 35 que são acompanhados pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) - esta próxima de 70% do PIB. Nenhum país do mundo com uma dívida dessas tem grau de investimento. Então, estava na cara, né?

A gente só não queria acreditar. Nos deram todo o benefício da dúvida. A gente só não tinha perdido por causa do Joaquim Levy (ministro da Fazenda). Agora é fogo: vamos ver se isso vai disparar um senso de responsabilidade no País. / ALEXA SALOMÃO

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