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‘Este é o melhor momento para ajudar o investidor’, diz executivo da Ágora

Para Leandro Miranda,responsável pela Ágora Investimentos, crise vai mudar hábitos de tomar decisões

Márcio Kroehn, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2020 | 05h00

O que um bacharel em direito faz no mercado financeiro? No caso de Leandro Miranda, diretor-executivo do Banco Bradesco, responsável pela Ágora Investimentos, o diploma universitário não o prendeu no departamento jurídico. Desde o início de carreira, no começo dos anos 1990, ele se interessou pela parte ativa das operações e migrou de setor. 

Miranda se tornou um especialista em renda fixa. Em 2011, desembarcou no Bradesco BBI, o braço de investimentos do Banco voltado aos negócios. Desde então, assumiu o comando da área até se tornar diretor-executivo da instituição financeira e comandar a Ágora, a casa de investimentos com produtos próprios e de terceiros, que detém 383,8 mil clientes e R$ 60,5 bilhões de ativos sob custódia. Nesta entrevista, o executivo fala sobre o momento da bolsa de valores e explica a entre o Estadão e a Ágora.

O sr. já tinha passado por uma crise como esta?

Realmente como essa não. Uma global parecida foi a de 2008, que atingiu todo o mercado financeiro, um sistema que distribui liquidez. Ela impactou em inúmeras regulações. Hoje temos sistemas mais saudáveis, com transparência e maior qualidade dos ativos. Essa crise afeta economias globais, mas de forma menos severa que a de 2008. Ela vai mudar hábitos, com as pessoas à distância para a preservação da saúde. Vai mudar a forma de se reunir e tomar decisão. Mas só ações de bancos centrais não serão suficientes. É preciso que governos ajudem empresários e encontrem formas de contribuir com os menos alentados.

A velocidade desta crise parece maior que a de 2008, não?

Há 10 anos as bolsas atingiram níveis máximos históricos. Alguns países estavam com taxas de juros negativas e o crescimento estava ligado ao aumento de consumo nos EUA. Em algum momento haveria uma correção. Mas o gatilho ninguém sabia. Veio de um problema para a saúde pública mundial. Mas a velocidade dos impactos é única. As bolsas nunca caíram tanto e tão rapidamente. A tecnologia acelerou a tomada de decisão. As pessoas têm muita informação, mas não são bem informadas. Há um excesso de fontes e a proliferação de fake news. Esse é um dos motivos de estabelecermos a parceria com o Estadão. Conteúdo é fundamental para entender onde estamos e também para tomar a melhor decisão para a gestão do patrimônio.

Quais são os diferenciais desta parceria?

A parceria é diferente das outras porque muitos dos nossos concorrentes têm comprado plataformas de conteúdo, o que prejudica a isenção. Enxergamos como conflito de interesse. O modelo Estadão e Ágora Investimentos preserva a isenção de todas as formas possível. O E-Investidor vai entregar a informação com olhar do que fazer nos momentos de mercado com a percepção jornalística. 

Como evitar o pânico em um momento em que as bolsas de valores mudam de direção rapidamente?

As pessoas procuram informação e assessoria financeira. É uma demanda sensível e respondemos com esse posicionamento único no mercado. Este é o melhor momento para ajudar o investidor.

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