Estiagem já atinge 80% de Pernambuco

A estiagem em Pernambuco, que segundo especialistas do setor é a pior dos últimos 30 anos, já atinge 80% do território estadual. São 115 municípios com estado de emergência reconhecido pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. Esse número é ainda maior de acordo com dados da defesa civil local, chegando a 121. A população atingida já ultrapassa 1,18 milhão.

MONICA BERNARDES / RECIFE , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2012 | 02h09

De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), 80 barragens estão com o nível abaixo do considerado normal para esta época do ano. A situação no sertão é ainda mais preocupante: 80% dos reservatórios secaram completamente.

No dia 26, o governador Eduardo Campos (PSB) encaminhou carta à presidente Dilma Rousseff para pedir agilidade às ações emergenciais da Operação Seca e informar as ações emergenciais adotadas pelo Estado. Em meio a esse turbilhão de números alarmantes, agricultores e pecuaristas lutam para tentar manter vivas as plantações, os rebanhos e a própria esperança. Falta pasto para os animais e os caminhões-pipa têm sido a única forma de abastecimento para grande parte da população.

Do total de municípios em emergência, 59 estão do agreste, 56 no sertão e 6 na zona da mata. Em Carpina, na zona da mata, a 60 quilômetros do Recife, 75% das culturas de feijão, pimentão, jerimum (abóbora), cebola e tomate foram perdidas.

Em Petrolina, no sertão, o polo de fruticultura irrigada também sofre as consequências da seca. Na comunidade de Pereiro, o chão rachou e a vegetação está completamente seca. Os moradores caminham longas distâncias para pegar água. As cisternas são abastecidas por carros-pipa, e os animais estão sem pasto. Só resta um pouco de lama na única barragem da região, que abastece cerca de 200 famílias.

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