Perspectiva/Nortis
Perspectiva/Nortis

Estilo e design rendem troféus para empresas

Novata é premiada no primeiro ano de atividade e a Diálogo se destaca em dois rankings

Heraldo Vaz, Especial para O Estado

25 de junho de 2019 | 03h00

Logo na estreia, a Nortis foi premiada em 7º lugar na categoria Incorporadoras. Foram lançados 11 empreendimentos com 1.023 apartamentos e valor geral de vendas (VGV) de R$ 748 milhões, de acordo com os registros da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

Criada pelo empresário Carlos Terepins, a Nortis executa empreendimentos contemporâneos com arquitetura autoral. “Temos preocupação obsessiva, além da questão estética, com a funcionalidade e eficácia do imóvel para o usuário”, diz ele. “Ganhar o Top Imobiliário, já no primeiro ano de atividade, é um reconhecimento do bom propósito da companhia.”

Fundador e ex-presidente da Even, de onde saiu em 2015, Terepins apresenta um histórico de 200 empreendimentos, 35 mil unidades e 5 milhões de metros quadrados construídos em quatro décadas no setor. Em 2018, sua nova marca fez cinco lançamentos de alto padrão e um superluxo, todos na cidade de São Paulo.

O último do ano foi o POD, em Pinheiros, com preço de R$ 13 mil por m². São apartamentos de um e dois dormitórios (37 m² a 75 m²), a partir de R$ 500 mil.

O valor sobe para R$ 17 mil/m² no Elevo Moema, projeto de Andrade Morettin Arquitetos Associados, que oferece 175 m² com três suítes por R$ 3 milhões. Ainda em Moema, a Nortis lançou o Siga, também com três suítes.

Terepins aponta como inovação o conceito de fachadas ventiladas no Elevo. “São elementos pré-moldados, afixados na alvenaria externa, que garantem isolamento térmico e acústico mais eficiente”, diz.

Uma conjunção de fatores, segundo Terepins, “levou players do mercado voltarem a fazer novos projetos em Moema”. O bairro tem qualidade de vida e ótima oferta de serviços, além de novas estações do metrô. Sua topografia plana, incentiva andar a pé ou de bicicleta. Por ser zona de estruturação urbana (ZEU), o Plano Diretor permite alto potencial construtivo (4 vezes mais do que anteriormente).

Cautela

O vice-presidente da Nortis, Daniel Terepins, filho de Carlos, diz que esse segmento depende muito do que acontecer na política nos próximos meses. Pai e filho repetem a palavra “cautela” ao falar do comportamento dos clientes que precisam de financiamento e têm certo temor ao ver o noticiário econômico.

Em maio, Carlos sentiu “aumento do grau de cautela dos adquirentes”, mas prevê um segundo semestre mais positivo, “com a aprovação da reforma da previdência para o País se mover na direção de crescimento”. A Nortis não alterou seu programa de lançamentos, diz Daniel, enfatizando, porém, a percepção de cautela no setor. Lançado no mês passado nos Jardins, o Nord traz loft duplex (80 m²) e dois dormitórios (94 m²) com preço de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. 

A Diálogo Engenharia, com 32 anos de história, trabalha com imóveis de alto e médio padrão, na faixa de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhão. Foi premiada com dois troféus - em 7º lugar na categoria Construtoras e 8º na Incorporadoras. Segundo a Embraesp, lançou 9 empreendimentos com 1.280 unidades e valor geral de vendas (VGV) de R$ 815 milhões em 2018. 

“Crescemos 60%”, afirma o diretor de incorporação da Diálogo, Fabio Magalhães Verçosa. Para 2019, sua previsão é lançar 12 projetos e dobrar o VGV para R$ 1,6 bilhão. 

Verçosa destaca sua linha high class - High Santa Cruz e High Jardim Prudência, ambos na zona sul, e High Alto da Mooca, zona leste. Têm opção de quatro dormitórios e até 160 m², com ar condicionado na sala, gerador e automação das persianas. O preço vai de R$ 1,2 milhão a R$ 1,5 milhão. 

“Esse público ficou desatendido”, diz, ao falar que existe demanda represada e acreditar na “grande procura” nessa faixa. “A economia vai melhorar, saindo a reforma da Previdência, e dará forte alavancada nesse segmento”, afirma.

Alto luxo tem metro quadrado por até R$ 30 mil 

Produtos de altíssimo padrão valorizam o portfólio da Nortis e da Diálogo Engenharia. 

Lançado no Itaim, zona sul da capital, a torre do Leopoldo 1201 (na Rua Leopoldo Couto de Magalhães) terá 22 apartamentos de 269 m2 - um por andar - e cobertura de 520 m2. O projeto é do escritório Aflalo/Gasperini Arquitetos. Dependendo do andar, o preço final varia de R$ 25 mil até R$ 30 mil por m2, afirma o presidente da Nortis, Carlos Terepins.

Na sua opinião, esse mercado sofre menos com as crises porque atinge um público com alto patrimônio financeiro e mais protegido das oscilações da economia. “80% das unidades disponíveis já foram negociadas”, declara. “O ritmo das vendas até superou nossa expectativa.”

Outro projeto no Itaim é o Le Parc, da Diálogo, com 28 apartamentos de 303 m2, quatro suítes, duas varandas e quatro vagas. O diretor de incorporação, Fábio Magalhães Verçosa, não divulga os preços. “Vamos atender cliente por cliente aqui no escritório”, diz, explicando que nem colocou imobiliária encabeçando o lançamento por acreditar que esse comprador é muito específico. “Terá um atendimento diferenciado.”

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